18 maio 2015

E agora?

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Então e o que é que uma pessoa faz sozinha sem que isso a faça sentir ainda mais sozinha? 

Sempre me agradaram os momentos de sossego, de liberdade...estar sozinha sempre foi confortável. Porque sempre foi uma opção, ou um interregno que aproveitava (ou não, mas porque não queria). 
Mas agora que a um desses momentos se seguem muitos outros, que não há grande coisa por que ansiar a não ser uma boa noite de sono depois de um episódio da série do dia... Sinto-me a minha mãe, que sempre se portou como se tivesse mais 20 anos do que tinha. 

13 maio 2015

Pausa pelo acordo

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Uma pausa na auto comiseração para dizer que enquanto os mi-mi-mi do acordo ortográfico novo ser mesmo para usar vierem acompanhados pelo exemplo "facto > fato" eu vou só continuar a pensar que na ignorância devemos estar calados e meter a viola no saco. 
Estão preocupados com dar erros? Essa é nova. Querem uma desculpa para continuar a dar erros? 
Não "aceita-mos". 

06 maio 2015

Simples

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O meu problema é que me entrego a esperanças. Passei os últimos anos à procura de melhorar alguma coisa na minha vida e de todas as vezes que me vi em mudança, perante a oportunidade de ter qualquer coisa em bom, achei "desta é que é". Não foi. 
Lobos em pele de cordeiro. Até eu me vesti de cordeiro para depois trocar as voltas aos planos que tracei, e foi sem querer. Claro que sim, mas nunca nada tem o propósito de me estragar os planos de ser feliz e contente. 
Ganhei algumas coisas, pois claro que sim. Conquistei quase todas, algumas com muito custo e outras com menos. Um par de coisas foram servidas pelo karma sem que tivesse de as pedir, como o biscoito que se dá ao cão só porque sim. 
É bom quando chega a perspectiva de sair do caminho de terra e entrar na estrada. Depois estico-me e acho que lá porque a estrada é alcatroada posso ir sempre em frente. 

É isso. 

03 maio 2015

Abril

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Bom dia. - faz parte da boa educação 
Sim, tudo bem. - ninguém espera outra resposta 
Concentração. Trabalhar, apresentar resultados, resolver questões - afinal é para isso que lá estamos
Sorrir quando a conversa requer.
Pôr a mão no peito. Segurar o coração que quer saltar pela boca.
Casa de banho. Deixar finalmente as lágrimas assomarem aos olhos. Olhar para cima e secá-las, afinal apenas o rímel é à prova de água. 
Respirar fundo. Voltar. Cara alegre. 
Repetir. 
Contar os segundos para poder ir embora. Não há compromissos, não há tarefas. Mas é demasiado ter de ficar ali mais um minuto. 
Sair. Fugir. Entrar no carro. 
Chorar. Finalmente, chorar. Acalmar. Seguir caminho. 
Chorar. Libertar a mente do foco a que o trabalho obriga. Chorar até casa porque ninguém está a ver. Finalmente. 
Entrar em casa. Que confusão. Mas assim parece menos vazia. 
Deixar as lágrimas correrem até esgotarem. Amanhã haverá mais. 
Ninguém viu. Não aconteceu. 

Sim, está tudo bem. Não que alguém tenha realmente perguntado.

01 maio 2015

O melhor do pior

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Ou como não ver nada é ver muito mais do que antes.