27 março 2015

Pertencer a outros

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Há pessoas que me orgulho de ter na minha vida. Falo delas e dos seus feitos com mais orgulho do que falo dos meus (as coisas pequenas da vida são feitos, não é preciso andarmos todos a descobrir a cura para o cancro - mas dava jeito). São as minhas pessoas. 

Não é solitário viver sem isto? Ter os outros num anel diferente, paralelos a nós, em patamares que não se tocam? 

25 março 2015

Como o apanágio

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Tão mau como dar erros ortográficos e pontapés na gramática é ter-se um vocabulário mais extenso e erudito - as ditas palavras caras - mas aplicá-lo de forma totalmente errada. Sem estar a gozar. 

Quando leio coisas deste género ocorre-me sempre a imagem de alguém a escrever com a língua de fora, como os miúdos na escola quando lhes dizem que façam letra bonita. 

18 março 2015

Sem notícias

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Há muito tempo que evito noticiários televisivos. Parecem-me sempre um chorrilho de desgraceira mal estruturada em que as perguntas que me surgem não são respondidas. Acho que já escrevi isso por aqui algures, o newsvalue perdeu-se.
Por estes dias também não me apetece ler notícias e fico-me pelos resumos na rádio, de manhã e ao fim do dia de trabalho. Sinto-me bastante alheada - não tanto pelo que não sei que se passa mas pela consciência de que não sei se se passa alguma coisa. 
É curioso isto. Andar virada para dentro. 

12 março 2015

Sina

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Isto de nascer para ser rica e depois não ser torna-se cada vez mais chato com a idade. 
Trabalhar todos os dias está a dar cabo de mim, entrar cedo (novo horário há um mês) tem sido o suplício e não há café que chegue para me deixar operacional. As bolachas ajudam, mas só um bocadinho. 
Descubro agora que até no exercício físico tenho expensive taste... Isso das corridas para mim não resulta, tem que ser uma coisa mais calma e direccionada. Pediram-me um balurdio. Uma renda, quase. Desconfio que escolhi um bem de luxo sem me aperceber. 

Chamo-lhe sina.



08 março 2015

8/3

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Se o dia da mulher fosse um marco pela igualdade chamar-se-ia dia da igualdade. Mulher nenhuma quer ser igual - acredito - ao homem. O problema reside na sobernia e no poder de decisão, por um lado, na conivência e falta de opção por outro. 
Acresce a inércia que muitas vezes temos, em deixar andar mesmo quando sentimos na pele ou vemos acontecer (e aqui não é preciso ser mulher). 
O dia serve para recordar, para nos fazer falar. Mesmo que de ano a ano digamos a mesma coisa, se mudar qualquer coisa, já valeu. 

Os exemplos são desnecessários neste post, a Polo Norte deu quantos bastem. 

05 março 2015

Chorei a rir

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Ex Primeiro Ministro, preso preventivamente por básica e alegadamente ser um ladrão, escreve uma carta a dizer que actual Primeiro Ministro, mau pagador, está próximo da miséria moral.
Juro que chorei a rir.

O homem perdeu toda a noção de ridículo.

03 março 2015

Coitado do homem

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Quem não conhece uma pessoa com sentido cívico e de responsabilidade a quem tenha acontecido uma destas: não foi notificado, não soube que a lei mudou, foi mal informado num serviço público ou por um prestador de serviços. Acontece muito. 
Acontece porque em Portugal é o cidadão que tem obrigação de procurar a informação, seja sobre direitos ou deveres (e às vezes é fácil e outras não)
Agora, como é que uma pessoa sabe que tem que pagar certas coisas? Como é que uma pessoa que trabalha na administração público-política pode imaginar que tem uma dívida ou informar-se no caso de ter recebido para cima de muito dinheiro e achar que se calhar com tanta taxa e taxinha é capaz de ter de descontar ali uma parte? ... Coitado do Passos, pensou lá nisso. 

Se parasse de gozar com o povo já ajudava. 

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/passos_coelho_nao_tinha_consciencia_de_estar_em_falta_com_pagamentos_a_seguranca_social.html 


02 março 2015

The mood

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Que merda de dia.