16 fevereiro 2015

Imposto verde e outros recicláveis

Então os senhores do governo, sob o manto da ecologia, decidiram taxar a utilização de sacos de plástico. Aqueles que já eram tão fininhos que se rasgavam com um pacote de cartão e outros que nem tanto. Coisa pouca, o valor de um papo seco paga um saco. 
Assim, o governo conta pôr nos cofres do estado um número simpático - que nos indica que realmente consumimos sacos para caraças. 

Mas o povo não gosta de impostos e os chefes da grande distribuição já sabem isso. Então bora contornar a coisa...quer dizer, arranjar alternativas. Apresentam o saco mais forte e livre de impostos. O preço? O mesmo, mais migalha menos migalha. Só que vai para um cofre diferente. Simpáticos os senhores, safam-nos do imposto. 

Posto isto, eu que sou poupada até posso abdicar dos sacos necessários. No entanto tenho de comprar sacos de lixo, que ficam mais ou menos ao mesmo preço - os mais baratos - e são maiores. Boa. Mas eu não os encho, que horror, que aquilo ao fim de uns dias tem um cheiro que não se aguenta. Portanto para não pagar sacos mais pequenos, pago outros maiores e mais poluentes, a que dou o mesmo uso com a mesma frequência dos outros. E ainda tenho de acartar com as compras em sacos maiores e pesados - o mesmo conceito que desde há muito me fazia ir mais longe ao continente ou jumbo para não ir ao pingo doce jogar tetris com as mercearias dentro dos sacos*

Achei uma excelente medida. Para a grande distribuição, naturalmente. 

*penso que agora se chama candy crush saga a este jogo. Não sou adepta. 

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