26 setembro 2012

Daquilo de Espanha

Nunca hei-de perceber a necessidade de violência por parte das autoridades, na minha concepção de sociedade uma das funções é manter a ordem e zelar por ela.
Mesmo quando os ânimos se exaltam, devem ser os últimos a perder as estribeiras. Barreiras, duches de água para afastar as pessoas, detenções dos casos mais complicados... sim. Cacetetes e daí para diante, só em caso extremo.
Quando é que é extremo? Quando a segurança de pessoas está posta em causa por outras pessoas e não se consegue controlar depois de esgotados todos os recursos.

6 comentários:

Fuschia disse...

Que se passou em Espanha?

Corvo disse...

Permita-me vossa divindade questioná-la, sem querer obvia e humildemente colocar em causa a sua omnipresença, omnipotência e até omniconsciência, sobre a motivação desta vossa crítica, ou seja, esteve vossa dignidade presente naquele palco em Espanha, tendo assistido ao teatro desde o seu inicio até ao seu desfecho ou, baseia-se meramente naquilo que a tão valorosa, competente e sensacional imprensa, seja ela da casa ou vizinha, decidiu promulgar?









Ah... sim, claro, também contam as imagens difundidas pelos mais variados telejornais que, mesmo que muito pouco esclareçam relativamente ao contexto, procedem criteriosamente à difusão daquilo que realmente interessa (a eles e à tão esclarecida e consciente sociedade), tendo em conta o objectivo, mesmo que este se resuma ao tão imprescíndivel número de audiências.

Di disse...

não querendo tomar partidos de forma alguma quero apenas lembrar que, da mesma forma que não se pode confirmar o que de facto aconteceu, também não se pode desmentir. a verdade é que algo sucedeu, há imagens a comprova-lo... se sucedeu à escala a que foi falado ou não é uma incógnita. mas acreditar só pq sim que foi tudo aumentado pela vontade de ter audiências não é mais glorioso do que acreditar que estas cenas realmente tiveram esta escala e que os jornalistas em vez de terríveis interesseiros limitaram-se a mostrar os casos de violência q ocorreram. porque nestas coisas de dimensão cada um tem o seu ponto de vista, e nenhum está totalmente correcto/errado.

Mnemósine disse...

Independentemente de haver selecção de informação nas notícias sobre o tema, no post escrevo sobre as autoridades e a sua função na sociedade que temos.

Fuschia:
http://expresso.sapo.pt/espanha-milhares-de-pessoas-concentradas-junto-do-congresso-de-deputados-em-madrid=f755746

Corvo disse...

Cara Mnemósine, eu entendi perfeitamente sobre o que escreveu nesta mesma publicação.

Já eu deixei-lhe uma pergunta que, reconheço ter-lhe conferido assumidamente um excesso de cinismo que na circunstância me levou a escrever mais do que devia e, que mais não serviu para desviar as atenções daquilo que realmente importa no que à sua dissertação diz respeito - a qual iniciou deste modo:
"Nunca hei-de perceber a necessidade de violência por parte das autoridades..."

Ora, eu já sei o que a Mnemósine considera ser a função das ditas forças públicas na sua própria concepção de sociedade.
O que gostaria de saber e, reforço o tempo verbal usado "gostaria", porque na verdade e sendo muito sincero, a Mnemósine já respondeu, plo que pouco ou nada interessa debater a sua crítica desaprovadora relativamente à actuação supostamente violenta das autoridades que, tendo em conta o seu título, depreendo estar relacionada com os acontecimentos no país vizinho e, se esta minha interpretação está correcta, então é porque a si lhe bastou as notícias a que teve acesso, seja pela TV, seja pelos jornais, para ter ajuizado “excessiva” a actuação daquela polícia.

Percebo porém (agora) que para a Mnemósine a parte mais importante da sua publicação é afinal como a concluiu e não como a iniciou, e como não sofro do complexo de Zeus, remeto-lhe de imediato o devido pedido de desculpas pelo meu comentário inicial, assim como por tê-la tratado por “vossa divindade” esclarecendo-lhe desde já que nunca se tratou de troça ou de qualquer tipo de escárnio da minha parte relativamente à sua pessoa, apenas se devendo ao facto de aqui se identificar como “Mnemósine”, e que seguro estou de assim ter entendido, já que lhe reconheço inteligência suficiente para isso e muito mais.

Assegurando-lhe não voltar a importunar – o meu bem haja.

Corvo disse...

E perdão lhe peço por usar o seu blogue para dirigir uma palavra à "Di" a qual de forma pricipitada mencionou "partidos" quando na verdade os mesmos jamais existiram, já que e no final de contas, o meu comentário inicial é meramente uma pergunta dirigida à Mnemósine.
Por outro lado e no que a "Di" pretende lembrar, bastava ter declarado que não é possível confirmar o que realmente aconteceu, ponto final.
Tudo o resto é obviamente desnecessário por uma simples razão - Só um mentecapto desmentiria aquilo que ele próprio desconhece.

Finalmente, a "Di" menciona a glória de uma crença sobre outra e, infelizmente, facto é que o ser humano (o actual que considera ter atingido o auge da sua racionalidade), se habituou a conformar-se em apenas acreditar, entregando assim a sua vida às mãos de uma sequência de esperanças cegas ou pelo menos vesgas, simplesmente porque a indolência lhe é sedutoramente confortável ao espírito.

A crença vale o que vale e só acredita quem não sabe.