12 junho 2012

Isto chateia-me

Há uns dias estava a sair de um centro comercial e vi um casal jovem ignorar completamente um homem que falou com eles. A seguir passei eu pelo mesmo homem que me pediu que lhe marcasse um número de telefone na cabine porque não sabia ler. Mas isto custa alguma coisa?
Estamos tão calejados pelos peditórios da moedinha que acabamos a ignorar quem nos pede a coisa mais simples.

5 comentários:

GATA disse...

Realmente...! Mas é uma questão de segundos até se perceber o que a pessoa quer e, de facto, não custa nada.

Eu devo ser a única pessoa que, quando abordada para me darem um folheto (até do Prof. Bambo), aceita, porque tenho respeito pelo trabalho dos outros. Claro que quando chego a casa, ou ao estaminé), ponho os papéis na reciclagem.

Fuschia disse...

É triste, mas deve-se ao cansaço. Por exemplo no outro dia um colega meu teve uma cena parecida nos Ctt, com uma cega. Também a foi ajudar cheio de boa vontade até a funcionária dos ctt lhe ter dito que ela fazia aquilo todos os dias e acabava por se ir embora sem pagar a conta do telefone e eram os funcionários dos ctt que depois tinham que pagar a despesa. Isto é como a história do Pedro e do lobo, no dia em que alguém fala verdade, já ninguém lhe liga.

Allie disse...

Pois eu deu atenção demais. Há dias também vinha um senhor na minha direcção a perguntar qualquer coisa, quando o meu namorado me agarra pelo braço e não me deixa parar. Eu ia começar a barafustar com ele quando me explicou que um fulano que acompanhava o homem se tinha afastado para aprecer por trás de nós, claramente para assaltar. Acelerei o passo foi o que foi.

L'Enfant Terrible disse...

Aqui há tempos havia uma gangue de leste que punha um velhinho a fazer o mesmo pedido, dava um papel com o número e pedia para o ligar-nos, o problema é que o papel estava embebido de um droga para tornar lerdos e para que o resto do gangue nos assaltasse sem problemas! Houve bastantes avisos sobre isso Talvez por isso o casal não tenha ligado!

Sue disse...

As pessoas passam pela vida como sem colocarem a hipotese de que um dia podem ser elas a precisarem de ajuda...