Então agora é o povo contra o Pingo Doce. Eu sou do povo e estou com o povo, mas há duas questões que me martelam a consciência:
1. Então mas eles não têm produção nacional? Se as pessoas não comprarem não estão também a pôr em causa as pessoas que trabalham na produção desses produtos? Parece-me importante saber.
2. E as bolachas que não encontro em mais lado nenhum, deixo de as comer? É que são boas.
6 comentários:
Gostei de ler este artigo porque desdramatiza o assunto e coloca as interrogações no ponto certo:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=529417&pn=1
De qualquer forma o boicote parece-me atitude exagerada. Se formos a boicotar por isto, tinhamos que nos chatear com muitas empresas.
O povo anda a dormir, porque o Grupo Jerónimo Martins (que inclui o Pingo Doce) não foi o primeiro a mudar a sua sede social para um país estrangeiro. (p.e., a CGD, ainda Banco do Estado, mudou-se para as Ilhas Caimão... mas sobre isso ninguém fala...)
No fundo, o Grupo Jerónimo Martins 'obedeceu' ao Steps Rabbit e imigrou!
Por acaso têm lá umas mini bolachas com pepitas de chocolate que são um sonho.
Acho que não é o povo, é mesmo o Passos e o Gaspar que ficaram lixados por fazerem contas sentirem falta de uma boa fatia de dinheiro, como tal tentam a campanha contra eles!
Por mim, desde que continuem a fazer músicas fixes nos anúncios, tá-se bem! :|
O povo adora um bom drama mas acaba sempre por ver as coisas de forma demasiado linear. A desinformação é um problema que nos acompanha há anos e estas questões têm sempre muito mais do que o que se fala no café do bairro.
Em todo o caso acho que toda a gente vai continuar a ir ao sítio onde é mais prático.
Finalmente, importa dizer que as bolachas valem bem a pena.
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