28 setembro 2011

Alguma coisa que me escapa

..nesta notícia. Alguém me esclareça, por favor.

Diz (de uma forma algo confusa) que uma portaria qualquer define que as creches têm que saber o grupo sanguíneo das crianças. Ao que parece há quem esteja a fazer um drama disso, falando mesmo no gasto de fundos públicos e em sujeitar crianças a actos agressivos para obter a informação.
Como dizia, algo me escapa.
O meu grupo sanguíneo é uma coisa que eu sei de cor desde a escola primária e que continuo a não perceber como há pessoas adultas a não saber essa informação sobre si próprio. Esta informação não faz parte dos dados da cédula pessoal - ou o nome que se lhe dê agora - que é preenchida à nascença (e não é daquelas coisas que os pais quase todos sabem)? É que se assim for não percebo nenhuma das referências feitas na notícia linkada: gastos, inundação de pedidos de exame aos médicos de família, sujeitar as crianças a análises (supostamente "actos agressivos"...c'mon! não é agradável mas daí à agressividade..)
Finalmente, o não ser uma informação útil... bom, esperamos sempre que não seja mas no dia em que aconteça alguma coisa grave vai certamente ter utilidade num hospital que assista a criança.

Não?

6 comentários:

Fuschia disse...

Quando leio essas noticias fico cansada. O problema é terem que ser feitas leis para estas coisas, quando na verdade deveriam ser feitas sugestões e as creches teriam que estar preparadas para gerir essa informação, para em caso de problema, saberem onde ir buscar. Agora, se não sabem, não querem saber, não querem fazer análises, pronto olha, então não façam, quero lá saber. (eu também sei o meu grupo sanguíneo há bastante tempo, deram-me um cartão e nunca mais me esqueci de qual era).

Mnemósine disse...

Mas todos os argumentos que a notícia apresenta me parecem tão parvinhos que não percebo qual é o fundamento da contestação.
Cada creche gere da maneira que lhe apetece, aposto o que for preciso em como mesmo sendo obrigatório, haverá várias que vão ter essa info no fundo de um baú onde ninguém conseguirá aceder em caso de necessidade.

GATA disse...

Das duas, uma: ou eu não percebo nada do assunto, ou eles não percebem nada do assunto!

Tal como tu, eu sei qual é o meu grupo sanguíneo desde criança. Aliás, é uma coisa que todas as pessoas deviam saber. E basta uma simples colheita de sangue para se obter essa informação, que pode fazer toda a diferença num caso de emergência!

Uma vez mais, é o Portugal dos Pequeninos armados em grandes...

Anónimo disse...

É demasiado, mesmo! Dar um picazinha é agressivo?! Agressivo será ser necessário prestar cuidados urgentes e não se saber qual o tipo de sangue...
Existem coisas mais agressivas no sistema educativo.

Anónimo disse...

é demasiado...será???!!!
nem todos pensamos da mesma forma por isso existe a democracia...

O grupo sanguíneo representa um dado pessoal, que cabe aos pais da criança menor decidir quando, e em que circunstâncias, deve ser conhecido.

O conhecimento antecipado do grupo sanguíneo não confere qualquer vantagem ao seu portador, mesmo em situação de emergência, por será sempre confirmado e em ultimo recurso utilizado o sangue conhecido como "universal".

Se estou a ver mal as coisas digam...mas quem tem uma filha com meses não vê a necessidade desta medida... para isso vamos ser mais práticos e a minha questão é: porque não fazem à nascença?

Anónimo disse...

Olá, sou enfermeira e desde já vos informo que saber o grupo sanguíneo não tem qualquer vantagem, pois é sempre necessário em situações de emergência fazer a confirmação do mesmo. Não se administra sangue sem essa confirmação.E para quê saber o grupo sanguíneo na creche, nunca poderiam administrar sangue na escola, primeiro tem de dar entrada numa urgência de hospital e ser confirmado o grupo sanguíneo. E JÁ AGORA É AGRESSIVO PARA AS CRIANÇAS SIM, POIS NÃO É FACIL TIRAR SANGUE ÁS CRIANÇAS/BEBÉS E NEM TODOS PODEM IR A UM HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA O FAZER.