25 julho 2011

(sem título)

93 mortos confirmados [posso dizer "à hora de fecho desta edição"?] em Oslo, mais 1 em Londres.

Estranhamente, o volume de notícias divide-se desproporcionalmente, talvez 50-50.

Tenho pena pela morte da Amy Winehouse. Aliás, mais do que isso, lamento. Mas... embora não esteja confirmado, é evidente que a Amy morreu porque fez asneiras, porque não quis ou não conseguiu parar mesmo sabendo que se destruía rapidíssimo. Tenho pena pelas músicas que deixarei de ouvir e lamento por aqueles que gostavam dela e que a perderam. É só.

Pelas outras 93 pessoas lamento ainda mais: ali estavam eles minding their own business, num país pacífico, calmo, ordeiro e com uma civilidade invejável. E supostamente bastante seguro, certo? Além dos 93 e respectivos amigos e familiares, um atentado destes abana todo um povo e mesmo tendo sido planeado por um único homem, a sensação de segurança não vai voltar a ser a mesma para as gerações que viveram isto naquela cidade e no país.


Por isso, que a Amy descanse em paz, que as suas músicas prevaleçam (porque sim, porque gostamos, não porque morreu - isso seria ofensivo). Mas o meu pesar está todo com os Noruegueses.
Tão simplesmente por isso, não termino este post com uma das músicas da Amy Winehouse, uma qualquer porque gosto de quase todas. Termino com uma fotografia de Oslo, com quase um ano.



2 comentários:

Addle disse...

Eu ainda ontem estava a ver o telejornal e reparei que dedicaram mais tempo à morte da Amy que ao atentado na Noruega. É que pelo menos tempo igual, não?

_+*Ælitis in Paris*+_ disse...

Bom, se eu disser MAIS UMA VEZ "estou de acordo contigo", até parece mau (visto que estou sempre de acordo contigo) então posso dizer que concordo bastante -em tudo- com este post.

No entanto, a morte da Amy, se tocar mais gente (o mundo de hoje...) e se mudar a atitude de pelo menos 93 pessoas à volta do mundo quando ao seu proprio problema de abuso de substancias ou o problema de alguém que lhe é proximo,...

Não sei se me compreendes. Eu propria compreendo o que quero dizer mas nao estou a conseguir exprimir...

Nao digo que uma morte compense uma solucao no futuro... apenas que nao somos imortais, a vida sao dois dias, e se virmos como esta gente morre como baralho de cartas, talvez atinemos.