06 junho 2011

A segunda demissão de Sócrates

Habituou-se, agora não quer outra coisa.

Por principio todo este vai-não-vai me chateia um bocado.
É eleito, ocupa o cargo, recandidata-se e volta a ser eleito, continua no cargo.
Trocam-lhe as voltas, bate o pé no chão, não o deixam fazer o que quer, empina o nariz e demite-se.
Volta a candidatar-se para o mesmo cargo (sem esquecer que fazer eleições é coisa que custa rios de dinheiro).
Não ganha esse mas ganha outro (deputado), que não ocupa. (birra, quanto a mim)

Ao fim de seis anos como primeiro-ministro (foram seis, não foram?) percebo que o desgaste seja muito e por isso "desculpo-o" (fazendo de conta que me compete) por não fazer aquilo a que se propôs (sim porque todos se candidatam a deputados, para começo de conversa) e por, de certa forma, menosprezar os votos de quem o escolheu, mais não seja os votos dos Albi-Castrenses, distrito pelo qual se candidatou e que, por conseguinte, o elegeu.

O problema na verdade, deste prisma de onde o vejo, não é tanto o facto de o Eng. se ter demitido do seu novo cargo de deputado antes de o ocupar. O problema é que os boys e as girls dele, que se candidataram apenas tendo em vista o tacho que ele lhes ia dar, vão provavelmente fazer o mesmo. E isso parece-me errado.

É um pouco como não ter o papel principal na peça de teatro da escola e por isso não querer participar de todo.

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