15 junho 2011

De pequenino se torce o pepino, dizem

Faz-me um bocado de confusão que num país como o nosso, em que não trabalhar (por exemplo para dar tempo aos filhos) é um luxo e não uma opção a considerar, haja tanta dificuldade em encontrar creches e infantários para as crianças.
Vi ontem à hora de almoço uma reportagem sobre um grupo de pessoas que passou 2 dias seguidos a fazer fila à porta de um infantário para conseguir vaga, no Algarve (Loulé, não tenho a certeza).
Conheço casais que gastam 2 ordenados mínimos em colégio para duas crianças porque as escolas públicas próximas de casa não tiveram vaga para os seus filhos (e tendo possibilidade preferem pagar que obrigar os miúdos a acordarem a horas indizíveis diariamente). Outros que passaram 2 anos em lista de espera para ter o filho num infantário comparticipado pelo Estado. E outros.

Já se sabe que somos uns pobres (de espírito, sobretudo) mas enquanto todos se queixam de: 1) desertificação de algumas zonas do país, 2) muito baixa natalidade e 3)que as crianças estão a ficar ignorantes porque só se entretêm com televisões.... não percebo que não se aposte fortemente na garantia da tal educação (quase) gratuita para todos. De qualidade.

Parece-me mais importante que...sei lá, por exemplo ter o número máximo de deputados na AR.
Ou mil outras coisas.

3 comentários:

GATA disse...

E depois ainda incentivam a natalidade??? E depois fazem notícias sobre creches ilegais???

Sim, somos pobres em vários sentidos, infelizmente!

Cláudia Rodrigues (sim, sou eu mesma) disse...

Muito bem tirada. Eu já começo a passar por isso. Agonia.

L'Enfant Terrible disse...

Perde-se mais tempo com ideias parvas do que pensar por exemplo em fazer uma verdadeira política de natalidade e dar opções viáveis para as pessoas terem filhos e darem-lhes uma boa educação! Opta-se pelo mais fácil, manda-se vir de fora e destroi-se o que há para se brilhar com estásticas aldrabadas!