30 março 2011

(sem título)

O problema das nossas finanças é que o espírito é sempre o mesmo e transversal às classes (muda o número de dígitos): quando o dinheiro cai na conta é para ser gasto. Não há meias-medidas, se está lá é para seguir para o destino.
Podia guardar-se para imprevistos ou para o futuro mas gasta-se logo na certeza pouco absoluta de que não tarda (mas tarda sempre) há-de chegar mais e que chegará para o necessário e para o show-off.
O dinheiro gasta-se sempre no principio do mês/do ano/do mandato. No fim, se não houver mais, pede-se emprestado. Ou espera-se.

3 comentários:

Doce disse...

Boa perspectiva!

Pintas disse...

lá está!!! ainda hoje escrevi sobre euros no meu blog!!!

beijinhos

L'Enfant Terrible disse...

Isso deve ser porque os portugueses durante o tempo da outra senhora aprenderam a poupar a ponto de quase imobilidade financeira. Depois veio a sociedade de consumo e abriu-se a caixa de pandora!