14 fevereiro 2011

(sem título)

Para inicio de conversa conto que sei de uma boa quantidade de miúdos com menos de 10 anos que têm facebook. Inscrevem-se, acho, porque ouvem falar de uns jogos..umas quintas e uns cafés e umas ilhas. Alguns nem dizem aos pais, outros dizem mas cheira-me que o conhecimento de pouco lhes serve.
Alguns desses miúdos estão nos tais jogos, a publicar tralha no seu mural, às horas de estar a dormir. São amigos de muita gente, precisam de vizinhos. Se lhes faltam vizinhos aceitam qualquer pessoa que isso de ficar com o jogo parado é coisa para frustrar qualquer um.

Para ter a certeza, fui experimentar e se eu tivesse 11 anos (nascida em 2000) o facebook não me admitia, se tivesse 16 já permitia a inscrição. Pelo que li entre os 13 e os 18 anos os conteúdos podem ser restritos, conforme a vontade do criador de cada aplicação (quem quer limitar os acessos à sua aplicação?). Significa isso que estes miúdos mentem sobre a sua idade - mente-se agora ao computador como se mentia antes ao porteiro da discoteca. O computador não verifica nem é responsabilizado, os pais prevalecem na ignorância.

Nem vou enumerar os problemas que isto pode trazer, sobretudo sem o controlo dos pais (e há sempre coisas que os miúdos fazem à revelia). Mas o próprio facebook diz que:
"O Facebook requer que todos os utilizadores indiquem a sua data de nascimento real, para encorajar a autenticidade e providenciar apenas acesso a conteúdos apropriados à idade"

Não era mais fácil deixar toda a gente entrar e então limitar os conteúdos? Até criar um controlo parental, limite de extensão da rede de amigos, uma equipa de classificação de conteúdos ou um sistema de sensibilização dos utilizadores.
Em vez disso faz-se de conta que não se sabe. O facebook e os pais.

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