10 janeiro 2011

Coisas que se aprendem

Há pessoas com uma lata infindável. Pessoas que abusam por onde podem, mesmo apregoando-se pessoas respeitadoras e com princípios que sempre lhes regem as atitudes, cobrando a quem se cruza no seu caminho o mesmo respeito que julgam ter.

Não foi isto que eu aprendi. O que eu aprendi foi que tenho uma paciência que quase atinge os mesmos valores que a lata dessas pessoas. Tudo em nome do nível de boa educação que gosto de ter e do bom ambiente em que aprecio viver, ajudado pela constante expectativa de que não vou precisar de manter essa paciência por muito mais tempo.
Constatei também, uma vez mais, que educar adultos é bem mais difícil que educar crianças. (sobretudo porque tem que ser tudo na base das bocas - coisa muito delicada, diga-se)

Por fim, que isto já é capaz de me estar a fazer rugas, os livrinhos de boas maneiras de Ms. Bobone e suas comadres se calhar até não faziam mal a ninguém, desde tenra idade e até (qual é o oposto de tenra idade? rija idade?) à velhice.

Ora tenham um bom dia.

3 comentários:

Lilith disse...

Eu sou antisocial. Tento não ser mal educada para quem não conheço, mas não me esforço por ser educada com quem não gosto. É assim.

Mnemósine disse...

A questão é que nem sempre são pessoas de quem não gostamos. Às vezes é apenas o excesso de convívio ou o convívio "forçado" que nos leva a descobrir mais do que gostaríamos e, pior, ter de aturar tudo.

Lilith disse...

Pois... às vezes é preciso dizer umas verdades a essas pessoas. É triste termos de nos chatear com alguém que nos é querido, mas se a relação tiver uma base forte, não é por pôr a pessoa nos eixos que ela se vai desmoronar. Penso eu...