30 novembro 2010

Ódio de estimação LXXXIX

3 comentários
Pessoas que, mesmo tendo sido avisadas de que não podem, continuam a tirar fotografias a concertos depois de perceberem que de cada vez que o tentam fazer há um funcionário da sala que incomoda dezenas de pessoas ao passar em frente a elas só para dizer àquela pessoa, outra vez, que não pode captar qualquer registo. 
Pelo menos podiam ter a esperteza de desligar o flash e tapar as luzes de aviso das máquinas.

29 novembro 2010

Tonight we fly (@Maria Matos)

0 comentários
Over the houses
The streets and the trees
Over the dogs down below
They'll bark at our shadows
As we float by on the breeze

Tonight we fly
Over the chimney tops
Skylights and slates -
Looking into all your lives
And wondering why
Happiness is so hard to find

Over the doctor, over the soldier
Over the farmer, over the poacher
Over the preacher, over the gambler
Over the teacher, over the rambler
Over the lawyer, over the dancer
Over the voyeur,over the builder and the destroyer,
Over the hills and far away

Tonight we fly
Over the mountains
The beach and the sea
Over the friends that we've known
And those that we now know
And those who we've yet to meet

And when we die
Oh, will we be
That disappointed
Or sad
If heaven doesn't exist
What will we have missed
This life is the best we've ever had


The Divine Comedy

26 novembro 2010

Ui..

4 comentários
O problema das medidas passiveis de serem consideradas discriminatórias é que se abrem precedentes difíceis de controlar. 


Não discordando totalmente, tenho a dizer que...

25 novembro 2010

Amor de Perdição LXXXVIII

2 comentários
Adoro refilar, queixar-me e bater com o pé.

É libertador. Faço-o quase sempre apenas por isso, para exorcizar o que me irrita, e raramente esperando que me resolva as questões. 

Se refilo está tudo bem, se não refilo temos o caldo entornado.

(Sá não me digam que tenho que ter paciência que isso dá-me uns nervos...)

24 novembro 2010

Como sempre, falta-lhes coerência

4 comentários
Tanta coisa com a crise e com os cortes e até se faz uma greve geral em que há empresas públicas que no dia anterior já sabem que não vão ter condições de garantir serviços mínimos (o Metro Lx avisava que nem vale a pena tentar) mas continua-se a gastar em coisas absolutamente supérfluas... Sou só eu que me indigno com o facto de haver luzes de Natal acesas muitos dias antes do dia marcado? Cá por mim em anos assim, em que se decide cortar onde mais afecta cada cidadão, é obrigação moral cortar em tudo. E luzes decorativas é mesmo uma coisa de que ninguém precisa. Não é só a despesa em energia, é o material, a mão-de-obra para colocar e retirar mais eventual manutenção. (ao que parece, é muito mais fácil fazer PECs que directrizes que obriguem a cortes elementares)
As empresas que vivem disto continuariam a ter trabalho já que, tanto quanto ouvi num canal de tv, se tem expandido além fronteiras, além de que as lojas e os centros comerciais continuam a ter rios de dinheiro para investir em decorações e incentivos ao consumo que tal. 

Enquanto isso, fora luzinhas vermelhas, azuis e amarelas, o que não falta por aí são candeeiros de rua a precisar de lâmpada nova. Façam favor, senhores.

23 novembro 2010

Ódio de estimação LXXXVIII

3 comentários
Devo ter o termostato avariado. Ultimamente toda a gente à minha volta diz que está frio, blablabla, mas depois anda tudo com uma camada de roupa e sem vontade de ligar aquecedor ou ar-condicionado...enquanto isso estou eu com duas camisolas e um casaco, as mãos geladas e completamente encolhida.

É o que temos, por cá

2 comentários
Sábado, 3h da manhã, 2ª circular.
Carros da polícia, bombeiros e ambulância. Um ligeiro virado ao contrário e com a frente completamente ardida (coisa boa não pode ter sido).
Uma equipa de bombeiros limpa a estrada.
Tudo normal. Até reparar que o método de limpeza da estrada consiste em varrer as coisas e atirar para o outro lado dos blocos de cimento que delimitam a estrada,  numa zona onde por acaso há árvores e mais à frente prédios e zonas de circulação.

Acho lindo.
Faz muito sentido. Não só no espírito da profissão que exercem e das campanhas que vão tentando fazer mas, sobretudo, no forte sentido cívico que os chamados soldados da paz ali presentes demonstram. 

Pegar num saco nem dava mais trabalho, o que torna tudo ainda mais triste de assistir.

(novamente, post programado que não foi publicado... começa a chatear-me)

19 novembro 2010

Amor de Perdição LXXXVII

0 comentários
O meu laptop.
O dos outros não serve, é como usar computadores públicos (meaning não presta para nada do que costumo/preciso desesperadamente fazer: ver mail, postar, ler posts, etc).

Home is where my laptop is.

(e esta porcaria começar a publicar os posts como eu comando também era coisa boa de se ver)

17 novembro 2010

Estado do Mund(inh)o

2 comentários
Obama vai analisar situação económica portuguesa - Ai Obama tu vê bem com quem te metes, repara que isto é gente que se diz amigo do teu conhecido Hugo. E a conclusão a que vais chegar, de qualquer forma, já toda a gente a imagina (menos o TS e o JS).

O Mário Soares diz que não lhe consta que o Governo tenha chamado o FMI. Mas alguém achava que eles o iam fazer? E perder os motoristas e os assessores mais as aberturas do telejornal e as cimeiras  com gente da alta...a única coisa que estragou o arranjo foi mesmo aquele limite dos 7% ter sido ultrapassado: assim ficámos a saber que esse aviso era só a brincar (não estou a citar).

Paulo Bento quer "atitude dominadora" frente a Espanha. À frente não sei como será mas pelo que ouvi ali na fronteira estamos a dominar, está tranquilo Paulinho.


E assim se faz uma Cimeira. Isso dos custos não interessa nada de nada.

16 novembro 2010

Ódio de estimação LXXXVII

1 comentários
Alguém no meu prédio tem um novo relógio em casa, daqueles que de hora a hora fazem talam-talam para que todos saibam que já passou mais uma hora. 
Ainda por cima não está certo.
Pior só mesmo sinos de igreja que servem de relógio (o que me lembra uma cena no filme Bienvenue chez les Ch'tis, todo ele de rir a bom rir e que devia rever um dia destes).

15 novembro 2010

Sem preceito

2 comentários
Ainda me lembro de ir tirar fotografias tipo passe e aquilo ser coisa para demorar um bom bocado. Havia um cenário, projectores e reflectores, um banco e um senhor com ar de entendido que nos mandava endireitar as costas, pôr o cabelo atrás da orelha, olhar para a direita e levantar o queixo. Alguns insistiam no sorriso, outros deixavam ficar a tromba.
Tinha-se uma hipótese, nos sítios bons ainda davam mais uma. E pronto, era esperar. Uma canseira, um processo, uma técnica apurada e um espaço que se escolhia como quem escolhe onde vai jantar.

Agora nada disso.
Sentamo-nos num banco, de costas para uma porta branca cheia de dedadas e riscos e toma lá um flash nos olhos. Ora vê lá se 'tá bem. Não 'tá. Toma lá mais um flash e uma cara feia a ver se te pões a andar que aqui trabalha-se. 'Tá bom? 'Tá. Passa o dinheiro e espera um minuto que isto já sai. Toma lá e adeus.

Demasiado utilitarista, não?

14 novembro 2010

Quem me manda ser parva?

6 comentários
Esta choné que vos escreve, ao dia de ontem, decidiu ir a essa exposição benzoca que é o Casa Decor. 
Aquilo já se faz há não sei quantos anos e eu nunca lá tinha ido. Ontem, como não tinha nada para fazer e tinha visto ou ouvido em algum lado que era só até hoje, achei que havia de ser giro. 
Crédula que sou, fiei-me nas reportagens do Querido mudei a casa e na publicidade que passava no People&Arts.
Pois, parvinha.
Aquilo são para aí uma dúzia de divisões que não têm nada de especial e ainda se paga 10 euros para lá estar uns 15 minutos. Juro que ir ao Aki é mais interessante.

12 novembro 2010

(sem título)

0 comentários
Certo dia da semana passada o ferro de engomar lá de casa pifou. E eu, que não sou de me chatear quando acho que as coisas cumpriram o seu serviço durante tempo suficiente, resignei-me que o bicho ia para a reforma e que era preciso comprar um novo. 
Lá fomos, nessa mesma noite, em busca de substituto. Geralmente para compras escolho a companhia da minha mãe que além de ter paciência e andamento, é dotada de enorme sabedoria (é o que lhe digo). Mas ela estava ocupada e por isso foi o sr. sweetheart. E a mãe ao telefone.
Estava eu de conversa sobre marcas quando digo (à minha mãe) "ah não essa não, o único que está aqui é feio". E levo com o olhar e o gesto das mãozinhas junhas como quem me reza pela alma e "que parvoíce estás tu a dizer?!" e depois verbalizou, dizendo que isso não devia ser um critério.
Ora então, está muito bem. Tanta 'censura' vinda de alguém que mesmo não percebendo nada de tecnologia compra um LCD em vez de uma tv mais barata que ocupa um metro cúbico. Que decide a cor do microondas antes de decidir se quer com ou sem grill e coisas parecidas. 
São tão engraçados os homens (da minha vida).

D'oh

4 comentários
Esqueci-me de comer castanhas no S. Martinho!
É a primeira vez em anos (se calhar é mentira, não faço ideia, mas dá um ar mais dramático), é gravíssimo!

11 novembro 2010

Amor de Perdição LXXXVI

8 comentários
Gosto tanto, tanto de tomar o pequeno-almoço na cama que ultimamente levanto-me, vou buscar comida à cozinha e volto para a cama para comer (coisas sem migalhas).

10 novembro 2010

Coisas

4 comentários
1. O CD da Susan Boyle chama-se The Gift. Não é um bocado pedante? A menos que seja uma referência ao Natal e não a um dom..
2. A capa do Crazy in love do Michael Bublé é pirosa que dói.
3. Não sei quanto tempo depois de os livros do Stieg Larsson terem um êxito descomunal (também) em tradução portuguesa é que se lembram de fazer uma caixinha bonitinha com ofertas e tudo. Já tive tempo de ler cada livro duas vezes e agora estão à espera que vá largar 45 euros (muito mais barato, por acaso, boa prenda de Natal para quem [quem?] ainda não tenha lido e queira fazê-lo) para ter a caixa e uma oferta? Meh. 
4. Desde que os livros de Fantástico caíram nas boas graças do adolescentes que 2 em cada 5 destaques nas livrarias são desse género, mas do piorzinho que existe. Assim como destacar MRP na literatura portuguesa (desculpem lá o uso do termo literatura, era mais para não repetir vocábulos). Depois queixam-se que os jovens não lêem.
Em suma, afinal não comprava a Fnac toda, só 3/4. Mais uns consumíveis. 

09 novembro 2010

Ódio de estimação LXXXVI

9 comentários
Esta mania Lisboeta de que não temos sotaque.

"Ad'vinha lá donde é qu'ê'sou
És de Lisboa
Coméque soubest?
Pelo sotaque
Mazeu na tenh-staque! Taza falá' do quê?"


Comemos sílabas, finais de palavras e o mais que caia em hábito.

08 novembro 2010

Corda bamba

4 comentários
Segundo uma chamada de capa do DN da sexta-feira passada, os actores das novelas da TVI estão a trabalhar a recibos verdes. Na capa lê-se "crise obriga televisões a pôr em prática planos de austeridade".
Primeiros, senhores das televisões, vão gozar com outro.
Segundo, acho isto péssimo.
Cada vez mais empresas recorrem aos recibos verdes para se livrarem das obrigações financeiras a que ficam sujeitas através de contratos, quem se lixa é o trabalhador. Em teoria os recibos verdes servem para aqueles trabalhos que se prestam aqui e ali, sem regularidade, coisas pontuais.
Mas o Ministério do Trabalho não devia controlar estas coisas? Não me lixem, a tvi tem rentabilidade mais que suficiente para poder fazer contratos a termo com os actores, pagar as obrigações que isso acarreta e assim ser uma entidade empregadora que se preze. E isto deve ser tão fácil de provar como fazer a prova dos nove. 
Giro mesmo era os actores decidirem no auge de uma novela que já não lhes apetece fazê-la e a partir do dia seguinte não iam lá pôr os pés. 
Sou apologista de que o Estado deve regulamentar e depois controlar o bom funcionamento das coisas, tal como acontece por exemplo com as declarações de impostos. Se por um lado entendo que trabalhar a recibos verdes é a opção de muitas pessoas - até têm um nome estrangeiro (freelancer) - por gostarem ou pela natureza da sua profissão, e que outras (muitas) preferem trabalhar a recibos verdes do que não trabalhar (quanto a mim a escolha certa), não percebo como se permite que cada vez mais empresas se desculpem com a crise para pôr em cheque um sistema que está criado (para funcionar, espera-se). O próprio Estado tem funcionários a recibos verdes, não se admite. 
Sobretudo neste país, se não há polícia faz-se tudo o que se pode. Chico-espertismo e falta de vergonha nuns casos, falta de opções no outro. 
E ainda falam da estabilidade económica do país..como pode um país ser estável se os seus cidadãos não têm oportunidade de o ser?

06 novembro 2010

(sem título)

1 comentários
Passam-se semanas de pasmaceira e depois há dias em que há mais programas interessantes que disponibilidade. Assim, por exemplo, ontem. Ora vejamos:
Rodrigo Leão com Cinema Ensemble no Coliseu - bilhetes comprados há que tempos, feito. Bom, muito bom.
Lisbon Film Orchestra - pela segunda vez, perdi a oportunidade (sendo que a primeira era à borla). Diz que hoje à noite há outra vez mas consta que não vai dar outra v€z.
Lançamento do livro de um fotógrafo com um trabalho de babar - três oportunidades no mesmo dia (quando é que isto acontece??). Primeira oportunidade: não dá, trabalha-se. Segunda oportunidade: pois, trabalha mais um bocado que ainda não são horas de te pores a caminho. Terceira oportunidade: concerto de Rodrigo Leão. 

Uma pessoa bem quer cultivar o espírito mas assim fica difícil.

05 novembro 2010

No closure

3 comentários
Parece, e às vezes apetece, mas a vida não pára. Restam-me memórias, muitas e boas. Não existe qualquer contradição nos sorrisos rasgados com lágrimas nos olhos. 
Obrigada pelas palavras que me deixaram no post de ontem. Tentarei ter essa força.
Propositadamente aquele foi o único post do dia de aniversário do blog. Os aniversários são importantes para mim (à excepção do meu) e foi, por isso, a homenagem possível.

Brevemente, novo visual por aqui. 
Ainda mais brevemente, up no mood dos posts*.

*percebam que bom humor aqui, ou humor normal, é refilar e coisas que tal.

04 novembro 2010

Amor de Perdição

9 comentários
O meu Amor morreu.
Diz-se que os amigos são a família que se escolhe, pois escolhi-o como irmão mais novo. Na verdade não escolhi, aconteceu assim, é amor.
Morreu-me. Assim, de repente e da forma mais idiota possível. 
A minha alma encolheu, amachucou e fixou-se na garganta. Assoma-me aos olhos e contorce-me o estômago. À lembrança permanente de que o perdi para sempre vão-se sobrepondo as memórias do que vivemos, do que fomos e do que ele teria sido. Ia ser grande, era uma mente criativa. 
Consola-me saber que viveu, que aproveitou o que pôde, que fez pelos seus sonhos apesar de a vida não ter sido sempre fácil. Mas, ao mesmo tempo, é isso que me tira o ar: havia ainda uma vida inteira para viver e realizar. 
Nesta altura precisava de acreditar numa existência para além da nossa, significaria que ele continuaria a Ser, algures, para alguém. Não acredito e fico apenas com a paz de saber que lhe disse sempre que o amo e a convicção de que ele sempre o soube.
Não há no mundo alguém que o tenha conhecido que não tenha ficado com ele na memória. E agora é só o que me resta.
De todas as asneiras que fez, a pior foi ter partido tão cedo.

As palavras não me chegam. I'll see you in my dreams.

03 novembro 2010

(sem título)

2 comentários
I'll see you in my dreams
And I'll hold you in my dreams
Someone took you right out of my arms
Still I feel the thrill of your charms

Lips that once were mine
Tender eyes that shine
They will light my way tonight
I'll see you in my dreams


Oh, someone took you right out of my arms
Still I feel the thrill of your charms

Lips that once were mine
Tender eyes that shine
They will light my way tonight
I'll see you in my dreams

(Gus Kahn)

02 novembro 2010

Ódio de estimação LXXXV

4 comentários
Odeio partilhar chapéus-de-chuva.

E é uma chatice porque é daquelas coisas que não se pode deixar de fazer. O problema é simples: salvo honoráveis excepções, devido à altura da minha companhia, o chapéu fica demasiado alto e eu fico demasiado molhada.

Não obstante, gosto do Outono, do Inverno, da chuva e do frio. Do vento é que não.

01 novembro 2010

Face significa cara, pessoas

4 comentários
Vai daí uma pessoa decide encontrar no facebook umas pessoas de quem não sabe nada há para cima de imenso tempo, mais pela cusquice que pela amizade profunda. Por exemplo colegas da escola e ex-namôs. Põe-se lá o nome e o apelido e carrega-se no ver todos os resultados. Vem de lá para cima de 500 pessoas, tudo com o mesmo nome. Muito útil, raio que os parta.
Ainda se fosse uma tour agradável...agora cá homens de tronco nú (que nunca deviam se mostrados em público quanto mais na internet, ou outros que até podiam andar de tronco nú mas depois também mostram a cara).
E essa é outra, quero cá saber das florzinhas e das paisagens: se há quinhentos com o nome de uma pessoa que não vejo há uma decada agradecia pelo menos ter uma referência. 
Por exemplo, fui ver e há 505 pessoas com o meu nome.