29 outubro 2010

Sem-noção e adjectivos que a educação não me permite verbalizar

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Estamos a ser governados por uma série de sem-vergonha, sem-noção, miúdos mimados que parecem não fazer a menor ideia do país em que vivem. Estar calado é tão melhor do que dizer asneiras, do que ofender a inteligência de pessoas que neste momento fazem muitas contas à vida para saberem como manter-se à tona, e de outras que mesmo não tendo dificuldades de maior vão ter de cortar nos pequenos luxos que se vão permitindo (porque não têm despesas de representação, motoristas, subsídios de tudo e mais um par de botas, porque declaram tudo o que ganham, etc, etc, etc).

Vejam a reportagem que começa mais ou menos ao minuto e meio deste vídeo (o embed não funciona).

Diz a ministra do trabalho (para quem não possa ver e ouvir):
"Eu penso que os que não têm trabalho têm que sobretudo ter a coragem de procurar por todas as formas voltar ao mercado de trabalho e procurarem aceitar aquilo que são as propostas que lhes são oferecidas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional em termos de acesso a uma qualificação de promoção da melhoria das suas capacidades. Os desempregados têm que aproveitar o momento em que estão desempregados para poderem requalificar-se, para poderem ter a capacidade de quando puderem voltar ao mercado de trabalho terem melhores competências, melhores qualificações"



Com 10,7% da população desempregada esta pessoa, que devia deter toda a informação possível e imaginária, acha que o que as pessoas precisam é de aproveitar o momento para se requalificarem. Quando há cada vez mais pessoas a perceberem que estão sobre-qualificadas e/ou que investiram tempo e dinheiro em formação que não vão utilizar em tempos próximos porque não há ofertas. Tanto quanto sei (e não é por experiência própria, é só mesmo de ouvir histórias) o IEFP a que a pessoa se refere envia os desempregados para fazerem esta qualificação nas coisas mais estapafúrdias. Ofertas de emprego dignas, que é bom, nada. A culpa é do IEFP? Não totalmente, parece-me. Se não há muitas ofertas e continua a haver cada vez mais desempregados...não é preciso saber muito de matemática.
E sim, claro que há aqueles que sabendo-se no direito de receber subsidio de desemprego por mais X meses preferem ficar X meses em casa e mais aqueles que demore arranjar emprego. Mas nem toda a gente é assim e não me parece que sejam a maioria. Porque acredito que as pessoas têm a noção que parar é morrer, como diz o povo, e que desvalorizam-se mais em 2 anos de paragem do que a trabalhar em coisas que não são exactamente o que querem e sonham. 
Mais, acho que muitos daqueles que recusam ofertas de trabalho o fazem por os pagamentos serem miseráveis. E a culpa disso é, quanto a mim, do ministério do trabalho, que não faz aquilo que deve que é regular o mercado de forma a prevenir e impedir situações precárias, miseráveis e de exploração. Coisas, por exemplo, como trabalhadores a tempo inteiro e com tarefas fixas que estão durante anos a recibos verdes sem nunca ninguém perguntar à empresa (que é às vezes o próprio Estado) porque não faz um contrato. E porque não? Para ter menos despesa. Quem a tem? O trabalhador, em dobro do que teria a empresa e ainda sem ter direito a baixa médica, licença de maternidade, subsidio de desemprego. 

Por fim, mais dois links: primeiro para um post de outro blog - atenção que o site que está linkado nesse post foi depois alterado. Leiam mesmo o post e fiem-se no que lá está escrito.
segundo para o perfil da ministra aqui citada, no site do governo.

É a merda o país que temos.

(se alguém leu até aqui: ena pá, que coragem!)

28 outubro 2010

Amor de Perdição LXXXIV

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Adoro os novos nomes para as profissões de sempre.
Ontem quando cheguei a casa e liguei a televisão fiquei a saber que a Lúcia Piloto já não é cabeleireira, é hair stylist. Podia ser estilista de cabelos, mas não.
As pessoas que trabalham nas escolas no meu tempo eram contínuos/as (nunca gostei), depois passaram a auxiliares de acção educativa e agora parece que já são outra coisa qualquer. Continuam a ser pouquíssimos e mal pagos que mete dó mas têm nomes mais trendy. Na moda, portantos.
Depois há os accounts, antigamente conhecidos como comerciais. As dançarinas exóticas, antes strippers, mesmo que o exotismo seja ao som de Lady Gaga. Os criativos, antes designados por uma série de nomes mas assim poupa-se porque contrata-se um criativo em vez de dois ou três especialistas em coisas especificas. E os júniors, very british também, antes eram estagiários.

27 outubro 2010

Sobre as declarações do Teixeira dos Santos

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Ele pinta o cabelo não pinta?
É que fico sempre na dúvida se é a tv que faz um cabelo grisalho parecer amarelo pintainho.
Esta dúvida anda o moer-me há c'anos.

(doente)

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Anda tudo a falar das primeiras castanhas do ano e eu ainda nem lhes senti o cheiro. Nem disso nem de mais coisa nenhuma. O olfacto é subvalorizado (concluo isto uma/duas vezes ao ano).

Alegra-me pensar que estamos quase no dia das bruxas, este ano é que vai ser - já tenho máscara e tudo: vou de palhaça. Tenho u(m) nariz vermelho com um aspecto muito natural.

Atchim e adeus que me dói o neurónio.

26 outubro 2010

Ódio de estimação LXXXIV

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(ando especialmente sensível à temática apresentadores de televisão. Com sensível quero dizer crítica, para o bom e para o mau.)

Odeio absolutamente a maneira como a Sofia Carvalho - apresentadora do Querido Mudei a Casa, dos resumos da Moda Lisboa e directora da Sic Mulher - se maquilha. 
Não é tanto por achar que lhe fica muito e muito mal - que acho - é mais por ser sempre (ou quase sempre) igual. Maquilhadores profissionais a cirandar à volta dela devem ser às dezenas e a senhora aparece sempre com o riscão preto a fazer-lhe desaparecer os olhos...?

Disclaimer II

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Quanto ao assunto anterior, mudarei o template no aniversário do blog, esperando encontrar um meio-termo para o tamanho da letra. Até lá, se forem pitosgas, this is the place to be. 

25 outubro 2010

Disclaimer

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Muitas vezes acho que o tamanho de letra dos posts neste blog é imprópria para maiores de 10 anos mas são manias do template que nem sempre consigo contornar. 
Concordam que às vezes é difícil ler? Mudo o aspecto disto?

Nota: o tamanho de letra neste post é "grande" e do anterior é "normal"... 

Um banco, uma cadeira, um sofázinho?

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Pois então as lojas de roupa desataram a ter colecções de sapatos. Está lindamente. Lembro-me de ver na Zara os sapatos (meia dúzia) juntinhos lá num canto, agora está tudo espalhado pelas lojas, em prateleiras altas, no chão e onde mais haja espaço. Não me aquece nem me arrefece, mais não seja porque não compro senão roupa nestas lojas - os sapatos não me servem.
Mas (sem mas não havia assunto) um destes dias decidi experimentar umas botas numa Zara. Posso ser só eu mas quando experimento sapatos tenho o hábito de me sentar para me descalçar e calçar. Pelos vistos é mania minha porque os senhores não tinham nem um banco à vista. Encostei-me a um expositor, equilibrando-me para não cair (seria bonito), e passada meia hora vem uma jovem dizer-me que não posso encostar-me. E eu acho que ela tem razão mas se querem vender a porcaria do calçado (e devem querer) deviam ter umas soluções, não? Observei-a, esperando que me indicasse onde devia então fazê-lo. Em vão. Sou mesmo só eu que sou naba e não consigo calçar umas botas sem fecho sem ter um apoio extra? 

24 outubro 2010

Tenho uma dúvida..

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O Chavez veio ajudar o "amigo" Sócrates a fazer o quê?

22 outubro 2010

Hãããããããn?

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Chateia-me a estupidificação veiculada pelos canais de televisão, a todas as horas do dia, sem espaço ao crescimento intelectual dos menos instruídos ou à estimulação dos mais interessados.

Irrita-me ouvir pessoas a falar com crianças como quem fala com bebés, ou com idosos como quem fala com paredes, ou ainda com quem tem uma dúvida como se fosse completamente idiota. 
Isto faz-me ranger mais os dentes quanto maior for a responsabilidade profissional ou moral daqueles que assumem a inferioridade (face à realidade ou a si próprio) dos seus interlocutores.

No caso das televisões enerva-me, sobretudo, a falta de variedade. A falta de esforço, de visão e de vontade de experimentar. 
Não gosto mas percebo os talk shows de apelo à lágrima pela exploração de emoções e vidas alheias (vou acreditando que o conhecimento de que certas coisas acontecem alerta para problemas de fundo), não aprecio mas concedo nos programas que não trazem qualquer valor acrescentado (a menos que me esteja a escapar alguma coisa na ciência que é atravessar paredes ou ir parar a uma piscina), vejo muitas vantagens na aposta na produção nacional seja cinema, novelas ou séries (programas de mau humor é que não).  
Não espero que um canal dedique a sua programação a um público que não vai assistir e arriscar perder audiências....mas porque se assume a estupidez dos idosos que supostamente são quem mais vê tv? Porque é que seja em que canal for vemos sempre a mesma programação: talkshow, noticiário, talkshow, novelas, noticiário, novelas, série depois das 0h, filme, chamadas de valor acrescentado (cartaz cultural às 2h de quinta-feira). 
Não se ganhava mais com variedade de programação e de (nível de instrução e interesses do) público?

A única justificação que encontro para isto é que assim se obriga muita gente a ter canais por cabo. O que ainda é pior.

21 outubro 2010

Actualizando versões

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Transferindo "me days" para linguagem de 2011, um dia especial para os beneficiários das medidas de incentivo à pobreza (conforme propostas) será, por exemplo:

Abrir uma garrafa do refrigerante favorito
Abrir uma lata de conserva (podem ser duas, se se tiver emprego)
Cozinhar utilizando margarina
Comer tudo e terminar com uma sobremesa láctea.
Passar a tarde a ler um livro (só enquanto houver luz natural suficiente).


[ah e tal, estás a exagerar. pois estou mas se calhar não é assim tanto e para algumas pessoas não será nada mesmo]

Amor de Perdição LXXXIII

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Gosto de ter os meus dias "me".


Dias especiais porque faço o que me apetece (ou algo que me apetece, já não é muito mau) e em que aproveito para ordenar ideias e alinhar chakras (whatever that is). 
Simples e, no entanto, tão complicado.


O que faz com que um dia passe de dia normal a dia "me" varia conforme os humores e os fundos. O mais importante é que nesse dia ninguém me pise os calos (eu disse que era complicado...). 

20 outubro 2010

Nem imaginam

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Nem imaginam o esforço que estou a fazer para não escrever 1002 posts sobre as medidas de austeridade* para a classe média que o OE'11 traz consigo + todos os comentários que a classe política tem feito + uma data de parvoíces que me ocorrem.



*austeridade austera como chamou o senhor jornalista da sic, sem querer acho, e eu gostei.

19 outubro 2010

Ódio de estimação LXXXIII

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A personagem Horatio Caine.
Mexe-me com os nervos.

18 outubro 2010

Não sei como é com vocês...

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..mas no meu grupo de amigos (num dos) toda a gente sabe a vida dos restantes porque os homens não são capazes de manter a boca calada nem que lhes seja claramente apresentada a estrita confidencialidade do assunto.

(estou até convencida de que uma informação circula mais depressa se for privada)

E claro que quem tem a fama continuam a ser as mulheres.

15 outubro 2010

Pérolas

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"Há portugueses que não sabem o que é que hadem fazer à vida"
Jerónimo de Sousa

2011: APIP

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2010 é o Ano Europeu do Combate à Pobreza e 2011 deve estar quase quase a ser anunciado como o Ano Português de Incentivo à Pobreza. É só aprovar-se o OE2011.
É que isso de virem de lá essas iniciativas modernas da europa para estragar o panorama económico-financeiro português não está com nada.

14 outubro 2010

Amor de Perdição LXXXII

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Gosto de fotografias.
E de bons fotógrafos.
E de histórias para sempre associadas a fotografias e recordações que nunca teríamos se não fosse por ter ouvido várias vezes a mesma coisa enquanto se olha para um fragmento de tempo.
E fotografias de sítios onde nunca estive e pessoas que nunca vi e que são diferentes de mim e de quem eu conheço.   


13 outubro 2010

You can call me Cinderella

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(só que em vez de ter um príncipe com um sapato à minha procura, ando eu à procura do sapato. modernices)

Ontem experimentei 7 pares de sapatos e nenhum me servia. Aquilo ou chinelos era o mesmo (mas em mais caro e mais ridículo). 
É isso. 

(isto é recorrente) 
(e deprimente)

Credo

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Já viram um anúncio de um novo programa na sic mulher com uma senhora de cor-de-rosa que pelos vistos vai apresentar o programa?
Aquilo é penoso.

"Olá, estava só à sua espera"
Logo aqui estraga tudo. 

Depois tem uma dicção medonha que me convence que qualquer pessoa pode apresentar um programa (ah, espera, eu já estava convencida disso) e todo o anuncio é um crescendo de pânico. 

Há pessoas que nascem para comunicar, outras que nem pensar. O único problema disso é mesmo haver quem mande em televisão e não saiba distinguir pessoas de um e de outro grupo. 

12 outubro 2010

Ódio de estimação LXXXII

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(esta é mais uma das minhas manias)
Odeio que me deixem loiça dentro do lava-loiças.
Ou fica na bancada ou vai para a máquina, dentro não. Só dá asneiras e porcarias.

11 outubro 2010

wth?

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Quando muda a estação instala-se a dicotomia na forma como as pessoas se apresentam: misturam-se as botas e as sandálias, os casacos grossos e as malhas leves, etc. Duas vezes ao ano, é certinho.

Mas depois há pessoas que estão tão baralhadinhas que se apresentam de sandálias brancas rasas com uma gabardine (e sabe-se lá mais o quê) em espaços interiores e exteriores, num fim-de-semana de chuvas intensas.

É um statement?

10 outubro 2010

Muito giro

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07 outubro 2010

Amor de Perdição LXXXI

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Gosto de facilidades servidas em bandeja.
Essa de que tudo o que demora a ser conquistado tem mais sabor é velha e bafienta. 
Estou cansadinha de correr atrás das coisas mais elementares e destas nunca me chegarem (qual burro..).
Venham as facilidades, as ofertas, o prémio do euromilhões, a paz e tudo a que tenho direito. Tudo o que mereço (que são mais coisas).
(dentro da legalidade, pois claro)

06 outubro 2010

(sem título)

2 comentários
Não percebo se é uma sede desenfreada de consumo ou uma tentativa de ter um stock de tudo o que é preciso para quando o iva subir, mas as minhas últimas incursões em espaços de venda ao público (leia-se centro comercial) têm sido marcadas pela constatação de que há ali muito mais gente do que era habitual. A sério, ir por exemplo ao supermercado comprar meia dúzia de tretas é coisa para hora/hora e meia, boa parte das quais gasta em esperas e passos de caracol na travessia de um corredor. E não falo só do feriado.
Eu própria sinto uma compulsão para comprar um pouco de tudo (simplesmente continuo à espera de um prémio no euromilhões) e não sei explicar se é pela prolongada abstinência - corta-se em tudo para se ter uma coisa que se quer, é a velha fórmula - ou pelo peso da noção de que isto vai piorar que me cria uma necessidade de um antidepressivo fácil e livre de químicos (coisas novas). 
A psicologia explicará.

05 outubro 2010

Conselho prático para homens

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Nunca na vossa vidinha hesitem quando dizem o nome da vossa mulher/namorada, sobretudo se estiverem a falar com ela. Mais cuidado ainda no caso de ela estar a fazer o jantar que vocês vão comer, nomeadamente a descascar cenouras. 
(é campo fértil para ideias, não sei se estão a ver...)

Ódio de estimação LXXXI

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Odeio que falem comigo (ao meu lado) quando estou a falar ao telefone.
Muito simplesmente não tenho capacidade para ouvir uma delas, com a outra a querer também a minha atenção.
São coisas.

04 outubro 2010

Será?

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Do DN.
Se assim for, a sério que fico muito bem impressionada e até sou capaz de ignorar completamente o facto de ser um "vote for me" muito mal disfarçado.
Toda a gente vê que é possível fazer isso, o que ninguém percebe é porque não é uma das primeiras coisas a serem feitas. Mas pôr mãozinhas ao trabalho e dizer corta aqui, corta ali, é bom..é bom. (em teoria, pelo menos)

(e se o Passos fosse PM, teria feito isto?)

01 outubro 2010

Estado do Mund(inh)o

2 comentários
A "elite" política sente necessidade de falar quando sabe que o povão está de trombas (ou a roer as unhas, que não é melhor). Como sempre só sai asneira. Por exemplo...

A começar? Está certo...portanto, andam há quantos meses a insinuar que o actual governo não tem condições para continuar? E ainda nem começaram a pensar nas propostas que nos vão vender? Bonito. 

Senhor Primeiro, tenha atenção a isso, se calhar é melhor ir já ao médico...não se esqueça que muito brevemente as comparticipações nos exames de diagnóstico (ou lá como lhes chamou) vão ser reduzidas (e o senhor tem o colégio dos meninos para pagar).

Calha a todos, agora que já as tomou dormimos nós mal. Sendo que os funcionários públicos devem dormir um pouquinho pior. Sobretudo aqueles que mesmo ganhando acima de 1500€ têm a casa para pagar, os filhos para pôr na escola (isso custa dinheiro mesmo no ensino público), medicamentos e consultas para a família toda e ainda comer (luxo!).

Por fim, e porque a opinião de experts sempre valida aquilo que já todos percebemos...


Vá, não estejam deprimidos. Está tudo....coiso. Afinal hoje é sexta-feira e terça é feriado!