31 maio 2010

Ambiente e propaganda

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Por mais filmes e documentários que veja ou notícias que leia sobre temas ambientais (sendo que temas ambientais de há uns anos para cá se resume a "demos cabo disto, vamos todos morrer" vs "isto é um ciclo, por favor mantenham-se calmos") acabo sempre na mesma. Ou escolho acreditar piamente no que me dizem ou escolho duvidar daquilo que me apresentam, baseando-me no instinto (rsrsrs) e na contra-argumentação que me chega. 
Isto porque ninguém me deu formação para conseguir perceber estas coisas sequer no essencial.
Aliás, a mim nunca sequer me ensinaram "oficialmente" a poupar recursos, sobretudo os naturais, a reciclar ou a não poluir. Não deitar papeis para o chão não conta como ensinamento de prevenção de pegada ambiental. É que para saber o que vai para o caixote amarelo bem podia ter esperado pelos miúdos giros dos anúncios da tv. E mesmo assim, nada mau. É que ainda estou para que me digam como é que se explica a alguém que tem de poupar água se qualquer lugar onde se vá há torneiras automáticas que ficam horas a deitar água que ninguém usa. Isto para pegar só nas coisas basicazinhas.
Sei lá eu se o gelo que derrete e o que se forma estão a seguir o seu curso normal ou se o sol me está a fazer pior do que fez à minha bisavó. O que eu sei é que ainda na semana passada me questionava se não seria melhor calçar umas botas e ainda ontem me gozaram por estar de casaco de malha. Mas vem um Al Gore e diz que é o ai Jesus, aparecem outros que dizem que o homem é um alarmista propagandista. 
A mim nunca ninguém explicou nada a não ser por meio de grandes acções de marketing. Muito giro, tudo. E até se fala muito do tema e somos todos amigos do ambiente. Eu separo o lixo e depois dizem-me que não há sítios para o reciclar. Comprei o caixote com oferta dos autocolantes a dizer o que se põe em cada cor (brincadeira de crianças) e afinal era só isso. Bravo, conseguiste, começa de novo. Enquanto isso vamos aqui investir em energias alternativas. Pára tudo! Isso é inestético.
Tudo isto porque há mais de um mês que a BP tem um esguicho de petróleo a verter 2 a 3 milhões de litros/dia, não há meio de dar conta daquilo e ainda ninguém me explicou 1)quais são as consequências daquilo, 2) o que é que se vai fazer quando finalmente controlarem o problema e 3)quais são as probabilidades daquilo acontecer em qualquer outra central do género. Já disse que foi há mais de um mês?

28 maio 2010

Resumo de umas horitas passadas no RiR (ontem)

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Sim, só umas horitas, que eu sofro das pernas e do calor e da idade e não posso ir para lá às 4 da tarde como muito boa gente, recolher brindes e andar na roda gigante.
Snowpatrol...mega desilusão. Mal, mal e mal outra vez. Alinhamento fraquinho: então não era de pôr logo uma das mais conhecidas em 2.º ou 3.º lugar para aquecer o pessoal? Mas não, só a partir de meio, para aí. E depois..já têm músicas melosas e ainda lhes tiram o ritmo que têm. Não passaram energia quase nenhuma, o que não é nada positivo quando se está num sítio muito muito cheio e em pé. Dificilmente volto a gastar dinheiro para os ver e se voltar a fazê-lo é para ser sentadinha. Mas continuo a gostar deles. Em estúdio. 
Muse nem precisam de comentários...é sempre bom. Embora desta vez me tenham deixado menos satisfeita, por escolherem músicas menos fortes e menos músicas de álbuns anteriores. Bom na mesma, tirando o idiota do fogo de artificio durante a primeira música (wtf?).
Continuo a ter uma grande inquietação dentro daquele recinto: tenho a certeza de que se acontece ali alguma coisa (um curto-circuito que dê em incêndio, uma coisa qualquer que caia, whatever) que provoque o pânico, é uma desgraça...esmagamentos e outras mortes pouco simpáticas. A segurança daquilo é pavorosa, saídas de emergência não as vi sinalizadas, os acessos estão todos limitados... basta ver a lentidão com que se sai dali para perceber que tem tudo para correr mal.

27 maio 2010

Rock in Rio mode

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Já vos disse que estou convencida que a organização do Rock in Rio tem acesso ao meu telemóvel? Não?
É que já é a segunda edição em que eles trazem a banda que me serve de toque, sendo que este ano é a primeira vez que cá estão os Snowpatrol (penso eu) e há dois anos era a segunda para os Kaiser Chiefs (também sem certeza).
Algum pedido especial para quando me apetecer trocar a música do toque?

(como é que eu meto o video mais pequeno??já está em 560 x 340)



Amor de Perdição LXV

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Conhecem o Pirilampo Mágico?
Aquele que se vende todos os anos para ajudar pessoas com deficiencia: 
"Com esta campanha, a FENACERCI pretende alertar a opinião pública para as questões dos direitos das pessoas com deficiência, como o direito à igualdade de oportunidades e o exercício da cidadania plena."
(nada como citar)

Lembro-me de ter um de cada cor quando era miúda, acumulei-os durante muitos - demasiados - anos. A minha mãe comprava sempre. 
Quando começaram a fazer pins, comecei a comprar 2 ou 3 a cada ano. 
Este ano ainda não comprei. Porque todos os dias, no metro, passo por um jovem com Síndrome de Down que os vende com a cara de ser a pessoa mais feliz do mundo só por ali estar. Quando passo por ele vou sempre cheia de pressa (odeio atrasar-me + atraso-me sempre a sair de casa = tenho de ganhar tempo de alguma forma) mas está decidido que é a ele que vou comprar os pins este ano. Todos os dias ele me alegra o dia com aquele ar de genuína felicidade que nunca se vê em ninguém, é o mínimo que posso fazer para lhe retribuir o sorriso que levo depois de passar por ali. 

25 maio 2010

Estado do Mund(inh)o

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Hoje, à hora de almoço, quando entrei na página principal do Sapo, os destaques de notícias eram:



Não sei se há alguém no Sapo a tentar abrir a pestana ao povo ou se foi coincidência mas gostei da conjugação. Não há de novo, na verdade. Como sempre é o de cima a subir e o de baixo a mochar para ele pôr o pézinho em cima. 

Ódio de estimação LXV

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Odeio que estranhos usem o meu telemovel.
E só me apercebi disto este fim-de-semana, quando uma pessoa que não conheço de parte alguma se passeava pelo corredor a falar pelo meu telefone e eu me lembrei daquela gordura que deixamos nos telefones quando estamos a falar durante um bom bocado e pensei...que nojoooo.

24 maio 2010

Aparentemente

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Aparentemente, hoje não tenho nada para dizer porque:
1. Não vi a gala dos Globos de Ouro
2. Nunca segui o Lost
3. (e esta é apenas hipotética) só li as gordas dos jornais este fim-de-semana e não vi nem um minuto de noticiários, pelo que, para mim, não se passa nada no mundo. 

A única novidade é mesmo que, nem de propósito, a minha mãe foi à feira do livro este sábado e trouxe-me o novo da Inês Pedrosa autografado.

22 maio 2010

Ainda as carteiras

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Talvez seja bom frisar que não creio que a minha teoria sirva de exclusão universal de canalhas. 
Somos todas diferentes e, como tal, procuramos diferentes características (logo diferentes carteiras) nas pessoas que nos rodeiam. O que é bom. 
Gato escaldado de água fria tem medo, não é assim? Eu, por exemplo, fujo dos emocionalmente dependentes. Já tenho a mania de ser a mãezinha de todo o mundo, prefiro não adoptar mais um no momento em que me "candidato" a...ao que for. 
Cada pessoa procura determinadas coisas. Procura x porque lhe agrada e y porque abomina e é factor de exclusão de qualquer hipótese de continuação. 

Na verdade, tanto quanto sei, acabamos sempre por esquecer os nossos critérios quando alguém nos fascina (ou, pelo menos, capta o interesse) e por mais que procuremos tudo se resume a ter ou não ter sorte. 

Mas uma teoria é uma teoria. 
Contem lá os vossos critérios e vamos testar esta.

21 maio 2010

Teoria da carteira masculina

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Vou partilhar convosco uma teoria que tenho vindo a formular.
Tem muito potencial. Sério. 
A teoria é esta: podemos avaliar um homem pela carteira que usa. 

Não estou a falar da velha ideia de que um homem com dinheiro é mais interessante e tem mais sucesso com as mulheres do que um homem com pouco dinheiro ou, como se costuma dizer, que não tenha onde cair morto. Não acho nada que assim seja.

O que digo é que as características que pudermos apurar da carteira do homem no primeiro vislumbre são indiciadoras de traços de personalidade e de hábitos do homem. E quanto mais virmos, mais ficaremos a saber.
Por exemplo (e fala-se de homens, não de rapazes):
carteira cheia de papeis soltos, com um ar de que já ali estão há um bom tempo = preguiça e desorganização.
carteira com os cantos "comidos" = pouca preocupação com a imagem, desleixo.
carteira tipo "10 anos", aquelas de tecido, com um fecho para as moedas do lado de fora e um espaço para o passe e outro para os cromos repetidos do lado de dentro = emocionalmente dependente (se a carteira destoar do resto, sobretudo)
carteira cheia de cartões = deve gostar de ir às compras (se for pobre é mau, deve ter dividas) 
carteira grande, tipo porta-documentos e cheques = pouco descontraído. Se tem essa carteira é porque anda sempre de casaco com bolso onde possa pô-la. 

Se depois formos ver, por hipótese, a validade e a morada dos documentos (cada um a sua = só fazem o indispensável), a tralha acumulada ou não junto com as notas, que cartões têm....é um poço de informações.

A minha grande dúvida é, ainda, se um homem quase-perfeito tem uma carteira que se apresente a qualquer pretendente.

Então, é uma teoria revolucionária, não é? Acabou-se o "diz-me com quem andas..." e passa-se ao "mostra lá a carteira que eu já te digo se me podes levar a passear".

20 maio 2010

Amor de Perdição LXIV

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Sarcasmo.
Plain Simple. Nem precisa de explicação.

19 maio 2010

FFFaz todo o sentido

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Há uns dias vi no fb (chiça, outra vez a porcaria do fb?!) um grupo que era qualquer coisa como isto: Não quero emprestar dinheiro à Grécia, eles que vendam a taça do Euro 2004!
Não contente com o facto ter percebido uma piada relacionada com futebol, achei que isto estava mesmo giro. Maganos, apanharam-na bem. 
Não aderi por questões que agora pouco interessam mas pus-me a pensar:
Se eles vendessem a taça, nós, que ficámos sem ela, éramos meninos para a comprar. Porque isto do futebol sempre é importante.
E como muito bem me fez lembrar a minha amiga I., Portugal é o país dos 3 efes: Fado, Futebol e Fátima. 
Comprada a taça e recebido o Papa, dois já estavam encostados. 
Podiam aproveitar o balanço e, contrariando a tendência (até porque contrariar também tem muito a ver connosco), promoviam a música (toda, já agora, e não só o Fado*) ao estatuto de Cultura e passávamos a pagar menos IVA nestes bens.

Boa?

*E se fosse só na música portuguesa já não era muito mau. embora não tivesse grande lógica. mas era melhor do que agora.

18 maio 2010

Ódio de estimação LXIV

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Odeio falhar compromissos, deadlines e afins.
Mesmo que sejam prazos meus (de mim para mim), fico fula, chateada, de mau humor. 
Chateia-me muito mais do que quando são os outros a falhar.

[Apesar disto ou talvez por isto, trabalho muito melhor se tiver prazos ou objectivos determinados]

17 maio 2010

Sobre a professora que posou para a Playboy

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E bem sei que o assunto já é quase velho.

Acho que fez muito bem. 
Acho.
Assim sabemos já (e sobretudo sabem as pessoas responsáveis) que a professora em causa não tinha bem a noção das implicações do seu trabalho na vida das crianças.
Se não percebe qual é o mal de aparecer nua, sendo que é professora e até pretende continuar a ser, é porque não vê que vive numa sociedade em que a sua profissão não se distancia em nada da sua vida privada. Numa terra relativamente pequena como aquela em que vive, as noticias correm bem depressinha e até o facto de se utilizar linguagem agressiva em público pode influenciar negativamente a reacção dos alunos às suas aulas. Tudo mexe. As pessoas falam entre si em qualquer lugar do mundo, as crianças não são estúpidas e apanham tudo. E não vale a pena iludirmo-nos com a ideia de que os miúdos não percebem que a professora apareceu nua. E que não vão falar entre si. 
Se não sabe isto, a jovem, então mais vale ir trabalhar já para outro sítio e não noutro dia qualquer... assumo (talvez injustamente) que lhe tenham escapado outras noções importantes. 

E claro que o dinheiro lhe deve fazer falta, trabalhando nas condições que trabalha(va) mas são escolhas que se fazem...ser-se modelo de nus não é compatível com ser professora. Na minha opinião.

13 maio 2010

Amor de Perdição LXIII

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(and now something about me)

Gosto da rapidez com que "esqueço" os problemas e fico animada quando estou na presença das pessoas certas.

Às vezes é mais importante que comer. E quase tão importante como dormir x)

Crédito às pessoas certas!

(as vezes há bloggers que conseguem entrar no grupo das "minhas" pessoas certas)

12 maio 2010

Uma pedra no meu sapato

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Uma das poucas autoras portuguesas que consta da minha lista de autores portugueses que gosto de ler (significando isso que li pelo menos dois e gostei) é Inês Pedrosa. 
Quando penso em autoras portuguesas lembro-me de poucas e quase todas me desagradam mas a verdade é que temos várias, talvez mesmo muitas, mas parece-me que não têm tanta projecção como os homens...(que acham?) e por isso não as conheço.
Dizia eu, gosto da Inês Pedrosa. Da sua obra de ficção (e crónicas também), para ser mais específica. Já li boa parte: mais de metade, já que não são tantos livros como isso (de ficção, relembro). Gostei de todos, menos de um. Não é que não tenha gostado. E é por isso que esse livro é a minha pedra no sapato. 
Raramente deixo um livro por acabar, se não gosto rejeito logo nas primeiras páginas mas mesmo isso é raro. Mas este, Fazes-me falta, já me deitou ao tapete por duas vezes. Das duas vezes desisti já com um pedaço lido, ainda antes de meio, mas não consegui continuar. 
Não sei explicar porquê. Estava a gostar, nada me repeliu, nada me chocou. Talvez seja demasiado pesado. São duas vozes, chamemos-lhe assim, escrevem/falam uma para a outra mas não se ouvem. É triste mas quando um livre é triste eu não paro de o ler.  É denso, mas isso é bom. ...
Acho que é por não saber explicar aquela paragem, em dose dupla, aquele livro na estante com um marcador lá dentro, que me está atravessado. Voltarei a pegar-lhe, um dia (quando?).
Para já, para já, entra para a wishlist o novo da autora, Os Íntimos.

11 maio 2010

O Papa, por pontos

11 comentários
1. Não tenho nada contra o senhor, à excepção do facto de ter escondido centenas de casos de pedofilia e de, pessoalmente, achar que isso devia ter dado cadeia. 
2. Acho que devemos recebê-lo e mesmo facilitar-lhe a vida, colaborando, uma vez que há interesse de uma boa parte do povo deste país em ver e ouvir o senhor. 
3. Percebo que ele queira cá vir, ou melhor, ir a Fátima aproveitando para uma boa acção de marketing passando pelas duas principais cidades do país.
4. Não obstante o facto de a nossa cultura, por força do passado em que a fé Cristã foi imposta também no nosso território,  estar imbuída de valores católico-cristãos, entendo que o Estado não deve incluir-se na visita senão para prestar auxílio através das forças de segurança (que já é despesa) e da cedência dos espaços (e apenas a cedência). Se o Estado se define como laico é assim que deve comportar-se. 
5. Se o nosso PR quer estar com o Papa deve mexer os seus cordelinhos mas não deve encontrar o senhor a título oficial, muito menos obrigar o homem a ouvi-lo discursar.
6. Nenhum órgão do Estado deve pagar nem um cêntimo para uma visita deste género. Isso inclui borlas que se queiram dar. Não se dão.
7. Devem dar-se autorizações, isso sim. Para retirar caixotes das vias públicas, por exemplo. Mas quem paga são eles.
8. Não se dá tolerância de ponto. Isso é alimentar esta tradição, que já não faz sentido para quase ninguém, de termos feriados conforme os santos católicos. 
9. A comunicação social, dita livre, deve fazer o que bem lhe apetecer. Se achar que a vinda do Papa é mais importante que a subida de impostos que está estrategicamente a ser preparada nesta altura, pois então deve dar destaque a isso mesmo. 
10. Ter tudo condicionado é uma chatice mas é tanto como se fossem os U2 a vir cá.
11. Tiveram uma grande lata em pedir dinheiro para já nem sei o quê mas "quem não chora não mama" portanto fizeram eles muito bem. Tem de partir de quem gere o país ver que isso não faz sentido nenhum e cortar logo com isso.

E escrevo isto porque há católicos ofendidos connosco, os ofendidos com a situação.

Ódio de estimação LXIII

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Eu ODEIO ouvir alguém chamar outra pessoa por psst
É coisa para me tirar do sério, acreditem. 
Se for para mim, e não for uma daquelas pessoas com quem temos de nos portar bem, nem sequer respondo. Ou respondo para dizer de forma áspera "psst não, Mnemósine". 
Quando oiço alguém a usar o psst quando está em contexto profissional eriçam-se os cabelos, cerram-se os dentes e reviram-se os olhos, tudo sem eu conseguir controlar. 
Para mal dos meus pecados (e já me vou habituando a que o mal esteja em mim que sou não-sei-o-quê), conheço muitas pessoas que fazem do psst o meu "por favor/se não se importa/nome da pessoa". Fico embaraçada.

10 maio 2010

Dois recados

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1. Quero oficialmente agradecer aos meus vizinhos da rua por me terem deixado dormir esta noite. Confesso que não esperava que fossem tão bem-educados e antes da 1h da manhã parassem com os cânticos, cheguei mesmo a revirar os olhos quando soube que a multidão estava a sair do Marquês de Pombal. Obrigada, sim? 
2. Quero dizer aos senhores da Galp que, no que depender de mim, vão andar com as orelhinhas a ferver para aí até Portugal sair do mundial. Vou rogar-vos pragas cada vez que ouvir a porra de uma vuvuzela e desconfio que isso vai acontecer com frequência. 
Quem é que se lembra de distribuir cornetas pelo povo?? Jerks.
Bandeirinhas e cachecóis pelo menos não chateiam ninguém. Todo o mundo ficava contente.

07 maio 2010

É muito triste a minha vida

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Todos os dias trabalho até tarde. Todos os dias me levanto cedo, embora não seja às 7h. Portanto, não durmo muito até porque isto de ter a mania que se tem vida pessoal e ainda ler blogs e isso...são escolhas que se fazem.
Ontem quando sai (abençoadas boleias) decidi passar num mcdrive. Cheguei a casa e reparei que faltava um menu, logo o meu, claro. Não estive para lá ir por isso paciência para o dinheiro e para os apetites. Comi aquilo que dava menos trabalho fazer: cereais.
Não me lembro da última vez que vi uma série das que gosto de acompanhar, é que nem nos fins-de-semana já que estes têm sido ocupados (essa parte até é boa).
Ando há meses à procura de uma mala mesmo gira e que seja a minha cara e isso tudo. Ainda não vi nenhuma de que tenha gostado. Mentira, vi uma com um preço exorbitante no ECI. São demasiado grandes, pequenas, sem fecho, sem alça ou com zeros a mais na etiqueta, para o que procuro. Uma tristeza.
Continuo constipadissima.ou alérgica sei lá. 
Em suma: AI!

06 maio 2010

Amor de Perdição LXII

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Adoro gelados. Em casa é quase sempre este que tenho, é aquele que me preenche a gula que se instala em alguns dias e a que não vale a pena tentar resistir. 
Por alguma razão que não atende a qualquer lógica, em casa como sempre gelado de chocolate (este ou a "imitação" do pingo doce de vez em quando) e fora de casa como quase sempre gelados de fruta ou uma de duas combinações: chocolate e after-eight/trufado de menta e designações afins ou chocolate e limão (combinação que faz alguns narizes torcerem-se por misturar cremes e frutas mas que é óptima).
Aqui em Lisboa há uns sítios jeitosos para nos lambuzarmos com uns gelados bons, nem preciso ir muitas vezes à Ericeira comer o (já mencionado algures) de melancia...e seus companheiros já que menos de três é desperdício de gasolina. Ou ao Santini (que a modos que nos deixa no desejo, forretas).

05 maio 2010

Só neste país*

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Já todos concluímos que este país não anda para a frente.
É verdade que ando a ouvir isto quase desde que me entendo como gente mas continuamos a descer em cada vez mais campos (a empregabilidade, a qualidade de vida, o poder de compra, os índices todos do que é bom). 
Eu não acredito que não haja neste país gente honesta e competente, não acredito. Bem sei que o espírito português é de oportunista, preguiçoso, etc. Mas tem de haver políticos que sejam capazes de pôr isto no lugar, e têm de ter equipas honestas que consigam ultrapassar estes lobbies que se criaram para levar para cima pessoas escolhidas a dedo e que só fazem porcaria. Há, não há?
É claro que isto alastra para todas as áreas da sociedade. Em todas as profissões existem pulhas mas também quem faça o seu trabalho com competência e desenvoltura e esses têm toda a vantagem em dar um passo em frente e assumir o comando, não?
Sinceramente não acho que isto precise de uma revolução, como se diz sempre, precisamos é que haja certas pessoas, empenhadas em outra coisa que não em si mesmas, nos lugares certos.
Será preciso pôr um anúncio nos classificados? Ou então, para onde enviamos pacotinhos de coragem para quem de direito dar um murro na mesa?
Começo a cansar-me de ser contestatária, gostava de começar a fazer parte de alguma coisa que funcione. Chegam-nos ecos de países felizes (dizem que a Dinamarca é o mais) onde o que mais se evidencia é a ordem, a regulação e o pagamento de impostos. E não há tanto desemprego nem tanta pobreza e provavelmente haverá pouca desgraça que se possa equiparar ao que por cá vemos. 
Porque não emigro? Como diz o Sérgio Godinho: Portugal é nosso para o bem e para o mal.

*música de Sérgio Godinho
 

04 maio 2010

Ódio de estimação LXII

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Odeio a falta de tempo.
..para terminar uma conversa.
..para combinar qualquer coisa com quem mais interessa.
..para formalizar uma ideia num post.
..para fazer tudo o que planeei.
..para acabar o que comecei. 
..

03 maio 2010

Countdown

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[quem leu o título e pensou logo "it's the final countdooooooown" levanta o braço. Eu levanto]

Então "interrompemos" o countdown para o Verão para inserir o countdown para o Porto-Benfica de ontem.
Já passou.
Entra o countdown para a visita do Papa a Portugal, uns porque o querem ver a passar e mandar-lhe beijinhos, outros porque o querem ver a passar e mandar-lhe ovos podres, outros porque gostaram da tolerância de ponto, outros porque já não podem ouvir falar no assunto.
A seguir começa o countdown para o 10 de Junho, lá nos roubaram mais um feriado aqui em Lisboa, mas vá lá o 10 de Junho é quinta sempre dá para a ponte.
Assim sem dar por nada chega o Verão e sempre nos escusamos a estar para aqui com os ai-que-frio, ai-que-calor, ai-que-vento, ai-que-braseiro (já me constipei ou gripei, ou lá o que isto é, à conta,.Na sexta acordei que nem vos conto).
Depois são as férias que estão quase a chegar, depois vamos todos de férias. Ou ficamos todos de férias, melhor dizendo, e já não é mau de todo.
Até lá eu faço countdowns para a hora da caminha. E se só escrever porcaria queiram desculpar, mas eu não fui feita para isto.

"Vai-se a ver" (expressão gira esta, gosto) e estamos quase no Natal. Pelo sim, pelo não, vou começar a minha lista.