29 abril 2010

Amor de Perdição LXI

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A ronha de manhã. Aqueles minutos que se passam na cama entre o despertador tocar e saltarmos da cama.

Não sei se no meu caso se pode chamar ronha àqueles 5 10 20 fuck it minutos que fico a dormir/lamentar-me/desligar o despertador. É que eu preciso mesmo de ali ficar. A sério. Não estou a brincar. É uma coisa física, mais do que psicológica.

28 abril 2010

(sem título)

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Digam lá que eu não devia receber subsidio de risco:



Ainda não lhe vi a traseira, temo que a viragem para ler me provoque alguma lesão. 

27 abril 2010

Ódio de estimação LXI

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Odeio que as marcas de cosméticos quase todas só vendam frascos/embalagens enormes.

Só para que saibam, senhores das marcas, eu compraria muito mais se as embalagens fossem mais pequenas. Afinal, quem é que está disposto a gastar um dinheirão em produtos que não sabe se vão resultar? Not me. Só um dinheirito. 

26 abril 2010

(sem título)

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Festa de anos de filha de amigos, em casa deles.
As pessoas com filhos começam a ir embora quando se aproxima a hora de jantar, que hoje era dia de levantar cedo. Nós, os sem filhos, como sempre, ficamos para o fim (mas não por muito mais tempo). Restam então 2 casais e os donos da casa. Diz a criança aniversariante: "então e vocês não se vão embora?" 
Esteve bem. 
(mas nós não fomos logo)

24 abril 2010

Estado do Mund(inh)o

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Era uma vez um senhor que ocupava um cargo numa câmara municipal. Era também, na mesma vez, um senhor que ocupava um cargo numa empresa que negociava com aquela câmara municipal. Para ser mais prático vamos chamar ao primeiro senhor JSF e ao segundo DN (que não o jornal).
Ora o DN foi falar com o JSF e ofereceu-lhe dinheiro, digamos por exemplo 200 mil dele, para este"dizer bem" do negócio que a empresa do DN queria fazer e que estava a ser contestado nos moldes previstos para essas coisas (diz que o povo é quem mais ordena ou o lá o que é).
Parece que o JSF não gostou da conversa e, além de lhe dizer que não, pôs a boca no trombone, que é como quem diz chibou-se. 
Vão os dois mais os seus representantes legais para tribunal porque o DN (que não o jornal, repito) é corrupto. Não é assim? "Toma lá dinheiro se me fizeres este favorzinho que irá benificiar a minha empresa num negócio que ainda vale uns euros valentes", eu cá acho que é. Mas não é, diz o tribunal. 
Mas não é porquê? Então porque o DN é um enganou-se e subornou aliciou o JSF que afinal não tinha nada que meter o bedelho no assunto, isto é, não podia influenciar a coisa. Ora como o JSF não podia fazer nada aquilo tudo foi só uma oferta simpática de um montante razoávelzinho e não um acto de corrupção. 
O JSF a esta hora deve estar a pensar que ser honesto não compensa. Olhe JSF, vai ver que um dia irá compensar. 
Como todas as histórias que começam com "Era uma vez" têm que ter um final final feliz, o desta é que eram todos honestos e numa notícia sobre corrupção são todos uns bacanos.

22 abril 2010

Amor de Perdição LX

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Gosto de discursos eloquentes.
Daqueles que me conseguem deixar a pensar na temática do discurso mesmo que aparentemente não me fosse muito próximo. 

Fascinam-me as pessoas eloquentes!
Penso sempre que um dia hei-de ser como elas, mesmo sabendo que não vai acontecer. 

Por outro lado, desiludem-me as pessoas que deviam ser, no mínimo, articuladas e que não são capazes de ser sequer cativantes (dando cabo de qualquer tema ou acontecimento). 

21 abril 2010

As empregadas de limpeza

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aka mulheres a dias aka encarregadas de gestão doméstica. O que quiserem.

Estas senhoras podem ser umas santas ou uns pequenos diabos. É uma questão de sorte. 
A maioria das pessoas tem imensos escrúpulos em despedir uma empregada de limpeza que não faz o seu serviço. Eu não faço parte da maioria: acho que se qualquer pessoa é despedida por não fazer o seu trabalho devidamente com este serviço é exactamente o mesmo. Para meu azar (con)vivo sempre com pessoas que se incluem na referida maioria. E depois dá nisto:
A primeira senhora que me lembro de ver trabalhar em minha casa tinha uma deficiência qualquer, articulava mal as palavras e nunca tinha aprendido a ler ou escrever (foi o que fixei). Quando havia coisas especificas para fazer a minha mãe telefonava-lhe no dia anterior ao dia em que ela lá ia a casa para lhe dizer para o fazer. Limpar janelas. Trrim-trrim recado adeuzinho. Chegava-se a casa e as janelas estavam na mesma. Triim-trrim "então porque não limpou?/ Ah, a seguir chove e ficam sujas outra vez." Lá ia a minha mãe lavar janelas. 
Uma vez a minha mãe comprou um fato, chegámos a casa e a senhora ainda lá estava a passar a ferro. "Já agora dê-me um jeitinho aqui no fato" Pimbas ferro directamente em cima das costas do casaco (para quem não está a ver o estrago, ficou cheio de lustro). 
Tshirts com os estampados queimados era mato. Ainda tenho uma nesse estado (isto já foi há anos, podem imaginar, mas é uma tshirt "de colecção").
Uma vez chegamos a casa e estava a senhora a passar a ferro. A roupa dela. Era paga à hora.
E agora a melhor. Uma vez a senhora apanhou o susto da vida dela quando a meio da manhã, julgando-se sozinha lá em casa, lhe apareceu um homem nu à frente. (homem esse que também se julgava sozinho e que tinha acabado de acordar).

Ia contar histórias de outras pessoas mas isto já vai longo.

20 abril 2010

Ódio de estimação LX

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Odeio mas odeio mesmo que me troquem o nome. 

Não aquelas ocasiões em que as pessoas estão concentradas em alguma coisa e chamam o nome da pessoa com quem mais tratam (os miúdos por exemplo chamam muitas vezes mãe/avó, conforme quem passa mais tempo com elas).
É mesmo quando estão a falar para mim, a olhar para mim, e me chamam um nome qualquer e seguem, sem sequer perceberem. 

19 abril 2010

?!?

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O meu cunhado está retido por falta de voo de regresso a Lisboa, era para ter voltado ontem e não sabe quando voltará. Ele e milhares de pessoas, como se sabe. 
O irmão dele (não adoram referir-se às pessoas da maneira menos óbvia?) diz, no seu habitual tom irritado, que é bem-feito. 
- Bem-feito?
- Sim, para ver se aprende.
- Se aprende o quê? Ele não adivinhava que não ia ter voo de regresso.
- Para ver se aprende a não se meter em aventuras.

Esta conversa sem qualquer sentido (apenas para mim, parece-me) continuou, mas não vos vou maçar (sobretudo porque desliguei e só me lembro de algumas passagens depois disto). Podem estar a perguntar-se..
então mas ele foi fazer um safari? Não, está numa capital europeia.
então mas é pessoa de se meter em coisas perigosas? hm...anda de mota e de vez em quando faz paraquedismo. Come muitos vegetais, peixe e nunca carnes vermelhas. Um maluco aventureiro, portanto.

Conclusão: está mesmo a precisar de aprender uma lição. Lição essa que vai ser transmitida ao longo destes dias de espera por um voo de regresso, como é evidente. 

P.S. juro que o sweetheart (que nestas alturas é tudo menos sweet) não tem 10 anos. Nem os fusíveis todos queimados. Pelo menos na maior parte do tempo. Juro.
P.S.2 enquanto escrevia este post lembrei-me: nós também éramos para ir passar o fim-de-semana fora, só não fomos porque a minha mãe fez anos e eu quis ficar. 

16 abril 2010

Santinho

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Vulcão quê? Eyjafjallajokull.
(eu leio à portuguesa)
Ey-jaf-jalla-jokull.


Fotos aqui, bem giras de se ver aqui de longe.

15 abril 2010

Amor de Perdição LIX

6 comentários
Oferecer presentes. Coisas simbólicas ou de valor, não interessa. Adoro.
Associo este gosto ao hábito que a minha mãe sempre teve de me dar presentes porque sim. Não numa de compensar por alguma coisa ou para "comprar" um favor. Às vezes era uma bola de berlim para o lanche, muitas vezes eram livros, até certa altura uma peça de roupa de vez em quando também aparecia. 

Gosto de comprar alguma coisa só porque aquilo, na loja, me fez pensar que alguém ficaria contente por receber. Não o faço mais vezes porque não dá para fazer sempre que me apetece, porque me apetece demasiadas vezes e (ainda) não sou rica (pena).

14 abril 2010

A ver se nos entendemos

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Depois de me perguntarem a mesma coisa pela 3ª vez na mesma chamada telefónica, sendo essa coisa a mesma que já vos mandei por email há mais de uma semana num quadrinho todo bonito e a mesma que me perguntaram ontem duas vezes e que não está sujeito a condições climatéricas (por exemplo) e que não é sujeito a interpretações erróneas nem é uma resposta subjectiva, SIM eu preciso de responder torto. 

Entendidos? Pois claro que não. 

P.S. Eu respondo torto de vez em quando [...] e se achar que fui indelicada ou que exagerei no tom peço desculpa [sobretudo quando são pessoas que ainda não sabem que isso é o meu normal, nada a ver com elas] ,mas quando as pessoas me torram a paciência podem ir refilar pó raio que as parta. 

13 abril 2010

Ódio de estimação LIX

5 comentários
Deixam-me irritada aquelas apresentações (ppt e afins) com muitos gráficos em que a pessoa que está a falar diz coisas como " blablabla como podem ver no gráfico que se segue [ entra gráfico 1,2,3,4,5 segundos muda de slide], continuando...". 
Primeiro, não consigo ler os gráficos a menos que me tenham dado uma cópia ou que sejam dados com que esteja familiarizada (raro, muito raro) por lidar com eles regularmente.
Segundo, se não me dão tempo para os analisar (o que implica perceber e depois interpretar e só então analisar e até, quem sabe, tirar conclusões) para que é que os põem? 

Chatos pá.

12 abril 2010

Estado do Mund(inh)o

3 comentários

(não consigo formatar isto devidamente, desculpem lá)

“Cérebros” devem “criar oportunidades” quando em dificuldades no regresso a Portugal diz o ministro. Eu também acho. Até deviam era fazer um curso no Novas Oportunidades, a seguir um estágio e depois até podiam ir trabalhar para um call-centre. Toda a gente vê que o melhor para as pessoas que têm largas capacidades intelectuais é criarem as suas próprias oportunidades no seu país. Sim, porque isso de andarem a viver de bolsas de estudo no estrangeiro enquanto tentam, sei lá, fazer avançar o mundo, não está com nada. E o interesse de voltarem para Portugal até é todo deles, nós não precisamos de cá conservar malta a quem se chama "cérebro". 

Aliás, quem é que precisa de doutorados ou pré-doutorados quando tem crianças? Toda a gente sabe que as crianças são o futuro. Mesmo no século XXI (21, para não haver confusões). Aqui. 

Mesmo aqueles que começaram a trabalhar em pequenos, num local vigiado e teoricamente cumpridor de regras, recebendo quantias simpáticas (é o que se diz, pelo menos), gostam tanto de trabalhar que optam por arranjar uns biscates ainda antes de deixarem os seus teenage years. Aqui.  

Realmente, ó cérebros...apoios e oportunidades? Isto é um paraíso, deixem de se armar em esquisitinhos. Tantos bons exemplos para seguir e foram pôr-se a estudar... os vossos pais devem estar desolados.

09 abril 2010

(sem título)

5 comentários
Às vezes, aquilo que aos outros parece horrível, um sacrifício, um "ninguém merece" que arranca uns "oh!vai ficar tudo bem" é, para os visados, uma coisa boa, agradável até, satisfatório ou pelo menos compensador.
Mas não dá para explicar isso a esses outros. 

Isto faz sentido?

08 abril 2010

Amor de Perdição LVIII

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Pessoas atenciosas.
Há sítios onde parecem uma espécie em extinção, só há seres trombudos e que fazem tudo por favor.
Noutros parece que crescem das árvores, tal é a densidade. É bonito! Gosto mais destes sítios.

07 abril 2010

FB: mau feitio (o deles e o meu)

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No facebook (ando a falar muito do fb) há grupos de tudo e mais alguma coisa, os "pessoas que..", os "eu sou do tempo..", os "aposto que..", os "vamos.." e os outros todos, são mais que muitos. 
Não vejo utilidade nenhuma nos grupos mas acho-lhes piada. A bem dizer, não vejo utilidade em 80% das coisas que faço no fb, mas estou lá na mesma.
Recentemente apareceu-me o "grupo de pessoas que estão fartas de posts do farmville". A este não achei graça, confesso. Há muita gente que só usa o fb para o farmville (ainda não tinham reparado, pois não?) e estão tanto no seu direito como aqueles que só usam o fb para cuscar as fotos dos outros, ou para angariar "amigos" que nunca na vida hão-de conhecer, ou para calar os que estão sempre a chatear para se registarem. Cada um sabe de si e essa conversa toda.
Por isso não achei muita graça ao grupo, porque me deixa a sensação de tentativa (passiva, se isso existir) de constranger os jogadores. E irritou-me o grupo, sobretudo porque o fb é tão amiguinho que até podemos bloquear os posts/feeds das aplicações e assim escusamos de estar fartos de seja o que for. E até seriamos todos muito mais felizes sem estes grupos-mau-feitio.
Está bem, se calhar não era muuuito mais felizes.

 

06 abril 2010

Ódio de estimação LVIII

1 comentários
[Porcaria. Este post estava agendado para as 10 da matina, ficou como rascunho. A inocente gerência pede desculpa pelo silêncio] 

Odeio cozinhar. 
Pronto, já disse. 
Uns dias mais que outros, algumas coisas mais que outras. A verdade é que o que odeio mais é ter de cozinhar praticamente todos os dias e à pressa.

05 abril 2010

Um peso.

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Trago diariamente este peso na alma: não consigo ler nem metade daquilo que gostaria. 
Tenho esta mania de ouvir as pessoas (não apenas as suas conversas) no metro e locais afins pelo que não leio nesses sítios, mesmo que tente não consigo porque desconcentro-me.
Felizmente (em geral, pelo menos) os meus almoços, lanches e jantares fora costumam ser acompanhados e se ler alguma coisa é um jornal partilhado. 
Em casa leio alegremente e em quantidade, blogs no sofá, livros na cama, revistas e jornais onde calha. 
Tenho ainda esta coisa, que partilho com boa parte do mundo, que é ter obrigações profissionais que me roubam muito tempo e, sobretudo, energia.
E, ainda, gosto de variar nos meus programas. 
Há um outro facto, esse bom sem dúvida, que é o mundo editorial ter crescido tanto que se publicam livros que nunca mais acabam, para todos os gostos. Se saíssem ao ano os livros que saem, em média, por semana, talvez conseguisse ler metade da selecção que faço. E essa selecção é, bem sei, parca - não só pela modéstia da carteira mas pela impossibilidade de conhecer o que é editado. 

Esta é uma das razões que me faz querer ser rica, ou abastada. Talvez seja ilusório pensar que teria mais tempo mas eu acho mesmo que teria. 
Este peso cresce pelo medo de um dia, e esse dia chegará, deixar de ter facilidade em ler e ser obrigada a abandonar este imenso prazer nas suas várias formas. 
Talvez a tecnologia evolua ainda mais, talvez tenha que me render aos e-books com a mesma relutância com que o faria hoje. Até lá, pesa-me a alma.

03 abril 2010

(sem título)

2 comentários
Eu queria tanto que houvesse mais gente como o Terry Gilliam! 


Vão ver o Parnassus.
É simples. Até podia não ser nada de especial, mas é.

02 abril 2010

Quando não tens nada para dizer, lamenta-te

5 comentários
Diz que a sexta-feira é santa. 
Deve ser, deve. 
Bom fim-de-semana prolongado, sim?

A santa Mnemósine agora vai ali trabalhar um bocadinho, no sítio novo onde até lhe disseram onde era a casa-de-banho. 

01 abril 2010

Amor de Perdição LVII

8 comentários
Isto pode parecer estúpido mas eu adoro ir dormir com sono.

É que eu funciono bem é de noite e quase todos os dias acabo por ir para a cama por cansaço mas sem sono, cheia de vontade de ficar mais umas horas na net ou a papar séries, mas vou dormir porque se não dormir o suficiente no dia seguinte nem eu me aturo. Além de que a produtividade é zero. 
Por isso, gosto de ir dormir com sono. Porque não fico com aquela sensação de haver tanto para fazer e eu ali, a dormir. Mais ou menos o feeling oposto àquele de todas as manhãs, quando penso que não há nada melhor para fazer e que ali é que se está bem.
Não posso ser a única!