29 dezembro 2010

Dos espalhos ao comprido

Desde sempre acho que por muita razão que alguém tenha, a atitude que toma e as palavras que usa podem ser suficientes para que o facto de ter razão se torne absolutamente secundário. Concretizando: quando se reclama num serviço público (para dar um exemplo em que quase sempre se tem razão), se o reclamante for grosseiro ou misturar assuntos, fizer peixeiradas desmedidas ou coisas do género, para mim, perde parte da razão que tinha antes de abrir o bico.
Se virarmos a situação ao contrário, torna-se engraçado (de ter graça mesmo) as figuras ridículas a que as marcas se sujeitam. A malta anda a brincar aos negócios, só lhes falta a caixa registadora a pilhas e os artigos de supermercado em plástico em tamanho mini, e toca de passar a ferro tudo o que incomode. O grande problema (das marcas, claro) é esta coisas das redes, as networks em que tudo se vê, tudo se sabe e num ápice.
Uma chatice para quem faz mer...asneira. Pior um pouco para quem duplica esforços nesse sentido.

Então se só o Facebook já tem 3 milhões de utilizadores portugueses, é juntar-lhe os bloggers (quantos somos?) e aquela velha teoria que diz que por cada má experiência de compra cada pessoa conta a X pessoas que por sua vez contam a Y.
Enfim, é cada vez mais fácil fazer asneira da grossa. E às vezes evitá-lo era tão simples como ser honesto.

2 comentários:

Este Blogue precisa de um nome disse...

Um óptimo 2011 para ti :)

L'Enfant Terrible disse...

Creio que asneira faz-se sempre, a questão é que por vezes quem se vê afectado pela mesma não sabe, nunca soube ou nunca saberá lidar com ela do modo apropriado, por hoje em dia toda a gente tem a mania de reclamar com tudo, tenha razão que não tenha e daí nascem as contradições também visiveis nas redes sociais, uns a favor outros contra e outras a encolherem os ombros por não terem opinião formada. Contudo uma imagem negativa é fácil de lançar, já positiva é raro, nunca vi ninguém pedir o livro de reclamações para tecer elogio ao atendimento prestado porque o mesmo livro também serve para isso.