24 novembro 2010

Como sempre, falta-lhes coerência

Tanta coisa com a crise e com os cortes e até se faz uma greve geral em que há empresas públicas que no dia anterior já sabem que não vão ter condições de garantir serviços mínimos (o Metro Lx avisava que nem vale a pena tentar) mas continua-se a gastar em coisas absolutamente supérfluas... Sou só eu que me indigno com o facto de haver luzes de Natal acesas muitos dias antes do dia marcado? Cá por mim em anos assim, em que se decide cortar onde mais afecta cada cidadão, é obrigação moral cortar em tudo. E luzes decorativas é mesmo uma coisa de que ninguém precisa. Não é só a despesa em energia, é o material, a mão-de-obra para colocar e retirar mais eventual manutenção. (ao que parece, é muito mais fácil fazer PECs que directrizes que obriguem a cortes elementares)
As empresas que vivem disto continuariam a ter trabalho já que, tanto quanto ouvi num canal de tv, se tem expandido além fronteiras, além de que as lojas e os centros comerciais continuam a ter rios de dinheiro para investir em decorações e incentivos ao consumo que tal. 

Enquanto isso, fora luzinhas vermelhas, azuis e amarelas, o que não falta por aí são candeeiros de rua a precisar de lâmpada nova. Façam favor, senhores.

4 comentários:

Lilith disse...

Apoiado.

Pintas disse...

concordo.....
e pior é nestes dias de chuva torrencial os jardins públicos estarem a ser regados durante a noite!!!!!somos ricos.....

Inês disse...

Concordo que foram ligadas demasiado cedo, mas acho que o seu papel de criar ilusões de natal não é assim tão desnecessário. De qualquer das formas, foram reduzidas em muitas autarquias por esse país fora e, se algumas empresas se expandem além fronteiras, outras correm risco de fechar, mandando ainda mais gente para o desemprego.

Percursos disse...

É cedo para acender as luzes de natal, plenamente de acordo, mas acho que quanto a cortes em gastos pequenos, já ouvi dizer que mandaram desligar a luz ao fundo do tunel (daí os candeiros de rua também não terem lâmpadas novas), no entanto o TGV é que nem pensar, um gasto absolutamente indispensável (dizem eles) ...