15 setembro 2010

Treta da memória

Raramente, para não dizer nunca, me esqueço de um aniversário ou de um acontecimento especial que me seja comunicado. Sei o dia de anos de toda a gente, dos filhos todos de toda a gente e até sei que é este o ano em que X foi para a escola e em que Y passou para o ciclo. 
Não me lembro de muitas coisas que acontecem no dia-a-dia. Não sei a história dos filmes todos que já vi, nem da maioria. Não me lembro de tudo. Sei onde fui, com quem fui, sei se me contaram tal coisa e se aconteceu alguma cena importante. Reparo nos pormenores e guardo muita informação que, não estando presente, está disponível.

Tem a sua utilidade. 
O problema é que também me lembro do que me dizem. E há muito quem diga as coisas só para magoar, marcar, pisar ou ficar em posição "superior". Acredito que tudo o que é dito tem um fundo de verdade, não é só a brincar que se dizem as maiores verdades (como diz o povo) mas sobretudo em situações de conflito (digo eu). É no ataque que se dizem as coisas que nunca se disseram antes (mas sempre se pensaram). 
Depois de me dizerem uma destas coisas (quer seja respeitante a mim e à minha vida ou não), não as esqueço. Não porque não quero, apenas porque isso não acontece assim. Figurativamente, depois de darem um pontapé na cadeira esta fica coxa e não há calço que a ponha direita.
É por isso que não confio em certas pessoas, nunca lhes dou tudo o que podia dar nem acredito que sejam sinceras nas suas declarações. 

1 comentários:

GATA disse...

És das minhas! Depois dizem que eu tenho mau feitio e tal-e-coisa... Não é mau feitio, é personalidade e forte!