05 julho 2010

Estado do Mund(inh)o

Mais cortes no que paga o Estado e mais aumentos no que pagamos estão na calha, diz que andámos em festa e eu sinto-me uma cortes. Ou uma excluída já que, a bem da verdade, não me lembro de ter sido convidada. 
O que interessa é que é preciso arranjar dinheiro e o sítio é sempre o bolso do povão. E tanto quanto sei ainda ninguém desatou a cortar nas despesas dos nossos representantes (carros, despesas de representação, deslocação, mais aquela de mudarem de cidade quando já cá moram há 20 anos...)...e quando alguém avança para o corte numa das despesas que o Estado tem, vem outro dizer que é desprestigiante viajar em económica. Se tivessem vergonha na cara faziam melhor figura. 


Numa onda semelhante estão os polícias deste nosso país...já não lhes bastava pagarem as próprias fardas e serem responsáveis pelos danos que os carros tenham enquanto os usam em serviço (o que, quanto a mim, muito justifica alguma ineficiência das forças), pagam também a sua formação em defesa pessoal. Compensa mesmo uma pessoa alistar-se para preservar a segurança das comunidades, hã?



3 comentários:

Fuschia disse...

Desprestigiante? Eu acho o contrário. É uma questão de se dar ao respeito.

Mnemósine disse...

E de ser coerente com aquilo que todo o executivo apregoa ser necessáio: cortar despesa onde se pode.

Fuschia disse...

Sim, é que se quiserem ir por aí, também temos muito por onde pegar, como por exemplo, também não acho que seja nada prestigiante para a minha pessoa, receber menos 10€ no ordenado e aumentarem-me o passe, a comida, a electricidade, o gás....(e continuava)