19 junho 2010

(sem título)

Não vou mentir, como pessoa sempre achei o senhor bastante difícil de aturar. Mas com a existência de tanta gente execrável que não acrescenta nada ao mundo, gostava da sua arte, da ousadia que é saber quebrar as regras, e aprecio-o por isso.
Aprecio, no presente, vai-se o corpo, ficam as obras.

"...Contas certas, no geral e em média, são nove meses, tantos quantos os que andámos na barriga das nossas mães, acho que é por uma questão de equilíbrio, antes de nascermos ainda não nos podem ver mas todos os dias pensam em nós, depois de morrermos deixam de poder ver-nos e todos os dias nos vão esquecendo um pouco, salvo casos excepcionais nove meses é quanto basta para o total olvido..."
in O Ano da Morte de Ricardo Reis

2 comentários:

Madame Butterfly disse...

Pois que gosto muito desse excerto mas nunca concordei nada com ele. Há pessoas que não se esquecem. Nem em 9 meses, nem em 9 anos. A dor passa mas a saudade permanece. E não há dia que passe sem nos lembrarmos dessas pessoas que sempre fizeram e sempre farão parte das nossas vidas.

GATA disse...

Eu tive oportunidade de o conhecer, e fiquei muito agradada com ele, pois foi muito simpático e educado. E, quando lhe estavam a fazer fotos, eu afastei-me mas ele chamou-me e disse-me: "todos pedem fotos comigo, tu não pediste mas eu dou-te!" :-)