25 junho 2010

E pensar que há gente a viver na rua..

Portugal ganhou 600 novos milionários no ano passado

O número de portugueses com uma fortuna pessoal superior a um milhão de dólares (cerca de 814 mil euros) ascendeu a 11 mil no ano passado, mais 600 do que em 2008, segundo dados do estudo «World Wealth Report», elaborado pela Capgemini e Merrill Lynch.

Nada contra os milionários, sobretudo os que o são por terem trabalhado para isso, mas continua a incomodar-me a disparidade de condições que encontramos num espaço tão pequeno como é este país.
Pouco me ralam aqueles que se queixam de não ter emprego mas que perdidos e achados estão no centro comercial de saco na mão (não sabem gerir, tudo bem, deviam aprender com os erros, pelo menos).. Mas os que moram na rua porque ficaram sem nada, os que vão à farmácia perguntar a quanto estão os medicamentos para verem quais hão-de comprar este mês e os que dão o corpo ao manifesto e mesmo assim nunca têm nada seu...
Pode soar um bocado moralista mas tenho visto umas coisas...

4 comentários:

Fuschia disse...

Eu tenho tendência a discordar de que os milionários merecam tanto dinheiro pelo trabalho. Há tanta gente que trabalha muito e não ganha nada, por isso não vamos por aí. No máximo pode dizer-se que tiveram uma grande capacidade de liderança, proactividade, que juntamente com trabalho e gosto pelo mesmo, lhes permitiu subir na vida. Mas há casos e casos e eu conheço poucos. Mas olhando para alguns deles, em altos cargos em empresas publicas e privadas, a minha conclusão é sempre a mesma: ganham muito, porque todos os que estão abaixo ganham muito pouco.

Mnemósine disse...

É verdade. Mas esses são os que pouco se esforçaram para chegar onde estão, são levados ao colo pelas cunhas que arranjam. Aqueles que formaram as suas empresas do zero e as levaram a dar grandes lucros, na minha opinião, merecem o que têm.

flor disse...

Concordoque se chegaram lá foi porque fizeram por isso. Se vivemos numa sociedade capitalista onde a possibilidade de enriquecer existe, então qual o espanto? Não me importava nada de fazer parte de um desses 600. SE houve ou não o factor cunha, é possivel. Não podemos negar que esse factoer existe, mas se não exisitr empenho e tabalho mostrado, esse factor não faz milagres. Há pessoas empreendedoras que põem em prática os seus sonhos, que trabalham e se esforçam. Tb há os que enriquecem a custa de negócios obscuros mas é a sociedade que o permite

Quando e como eu quiser disse...

A crise não toca todas definitivamente.