24 abril 2010

Estado do Mund(inh)o

Era uma vez um senhor que ocupava um cargo numa câmara municipal. Era também, na mesma vez, um senhor que ocupava um cargo numa empresa que negociava com aquela câmara municipal. Para ser mais prático vamos chamar ao primeiro senhor JSF e ao segundo DN (que não o jornal).
Ora o DN foi falar com o JSF e ofereceu-lhe dinheiro, digamos por exemplo 200 mil dele, para este"dizer bem" do negócio que a empresa do DN queria fazer e que estava a ser contestado nos moldes previstos para essas coisas (diz que o povo é quem mais ordena ou o lá o que é).
Parece que o JSF não gostou da conversa e, além de lhe dizer que não, pôs a boca no trombone, que é como quem diz chibou-se. 
Vão os dois mais os seus representantes legais para tribunal porque o DN (que não o jornal, repito) é corrupto. Não é assim? "Toma lá dinheiro se me fizeres este favorzinho que irá benificiar a minha empresa num negócio que ainda vale uns euros valentes", eu cá acho que é. Mas não é, diz o tribunal. 
Mas não é porquê? Então porque o DN é um enganou-se e subornou aliciou o JSF que afinal não tinha nada que meter o bedelho no assunto, isto é, não podia influenciar a coisa. Ora como o JSF não podia fazer nada aquilo tudo foi só uma oferta simpática de um montante razoávelzinho e não um acto de corrupção. 
O JSF a esta hora deve estar a pensar que ser honesto não compensa. Olhe JSF, vai ver que um dia irá compensar. 
Como todas as histórias que começam com "Era uma vez" têm que ter um final final feliz, o desta é que eram todos honestos e numa notícia sobre corrupção são todos uns bacanos.

2 comentários:

Mi disse...

Se os funcionários das câmaras por este país fora tivessem todos a atitude do JSF isto acabaria por mudar...
kiss

Madame Butterfly disse...

É por estas e por outras que cada vez acredito menos nos tribunais e na justiça que por lá se faz...eu já nem faço prognósticos aos meus clientes porque como dizia o outro, "prognósticos só no fim do jogo". Já ganhei processos que tinham tudo para perder e perdi outros que tinham tudo para ganhar. Enfim, é o que temos.