09 março 2010

Ódio de estimação LIV

Livros de auto-ajuda. 
Odeio o conceito, por si só. Nunca li nenhum, é verdade, mas imagino-os todos como colecções de clichés e filosofia de algibeira. 
Não gosto porque os considero estupidificantes e redutores da condição humana.
Não somos todos iguais (felizmente), como pode um livro ensinar-nos a ultrapassar momentos difíceis, a ter sucesso profissional, a atingir patamares de felicidade? Com generalizações. Generalizações? Pois, daquelas que ouvimos quando cuscamos (cusco, pronto) a conversa das pessoas no metro - aquelas em que se queixam um para que o outro possa dizer a frase feita da praxe (às vezes parece que qualquer coisa é melhor que estar calado). 
E quando me oferecem livros de auto-ajuda sinto-me ofendida. Ofendidinha, vá.

3 comentários:

Fuschia disse...

Não tenho nada contra, mas soa-me sempre a livro para fazer muito dinheiro, o que me soa a falso. Não é em si o conceito. De inicio a ideia podia ser boa, neste momento é apenas financeiramente compensadora.

Tana disse...

Péssimo!! E aqueles então do "seja feliz em 10 dias" pior!!!

Lápis disse...

Li um. O famoso "Segredo".
Uma seca que parece ter sido scrita para atrasados mentais... ou para hipnotizar... ainda não decidi!