05 março 2010

(sem título)

Conhecermos uma pessoa significa, entre outras coisas, que temos expectativas sobre ela: como será connosco, com os outros, consigo próprio, ...
Essas expectativas criam-se num processo simples: conhecemos a pessoas, criamos uma imagem, esperamos que a pessoa aja de acordo com aquilo que (vemos que) é. Conhecemos mais um bocadinho e adequamos a imagem. 
Mas às vezes as pessoas não são como nós esperamos. Ou, mais comum, fazem coisas que não esperávamos. Às vezes é bom (ai, como são boas as expectativas baixas!), outras vezes apenas diferente, outras ainda é mau - aquilo a que chamamos desilusões. 
A desilusão é uma coisa triste, olhar para alguém que conhecemos há muito e ver nela coisas más que antes nunca lá estiveram e vê-las sobrepondo-se ao resto é azedo. Será que sempre lá estiveram e nós é que nunca vimos ou quisemos ver? Terá sido um momento de fraqueza em que aquela (nossa) pessoa sucumbiu a um capricho de malvadez? Ou, pior que tudo, seria aquela imagem que temos/tínhamos da pessoa apenas uma personagem do filme das nossas vidas, que idealizámos porque precisámos que assim fosse e nos esquecemos de actualizar, aproximando-a da realidade?
E agora, se as expectativas são más companheiras, a desilusão é triste...que dizer da dúvida?

3 comentários:

Mak, o Mau disse...

A dúvida é, no mínimo, duvidosa...

TM disse...

A dúvida é terrível.... cruel... mesmo muito anti-pática...
Pena é que não é muito fácil lhe dar um chuto no rabo....

ds disse...

a dúvida é terrível, mas a desilusão de uma pessoa não ser (corresponder (?!)) (a)o que pensávamos ou ao que demonstrava ser é muito pior... será possível voltar a confiar depois de uma desilusão??