04 junho 2009

Ao fim do dia

O que é que justifica que uma pessoa se sente no metro, não só atirando o cu para o banco fazendo com que as pessoas mais elegantes dos bancos contíguos saltem, mas também pontapeando, a pés juntos, a pessoa que vai à frente? Claro que a pessoa à frente, hoje, tinha que ser eu. Noutros dias (todos os outros) sou a pessoa elegante no banco contíguo.
Esta situação perturbou-me largamente porque fiquei a ver estrelinhas, porque a vaca nem um sinal de "desculpe" fez (sim, eu sei, já devia estar habituada) e porque ao fazer o meu ar de ofendida (faço quase sempre, tenho espírito de educadora do povo) ainda vi as pernas de mulher mais peludas com que me tenho deparado.

7 comentários:

ML disse...

Ahahah :) não há paciência. Eu faço sempre um olhar fulminante para essa gente e quando não me pedem desculpa ainda fico mais irritada!

Marta Pragosa disse...

Detesto faltas de educação... Se isso fosse comigo, nem sei que fazia. :s

Debbie disse...

Eu ambém me identifico com esse espírito de educadora do povo e ando sempre a (tentar) fazer peagogia. Sou daquelas que, quando vê alguém airar um papel para o chão, pega nesse papel (ali mesmo à frente da pessoa) e vai colocá-lo no lixo. Já houve uns quantos putos que me mandaram o tal olhar fulminante e, nao tarda, qualquer dia levo mesmo porrada de alguém.

PQ disse...

E não confrontaste a pessoa?

Numa estrada inglesa pararam dois carros numa passagem de nível. O condutor da frente acabou o maço de tabaco, amachucou-o, fez uma bola e lançou-o janela fora. O condutor do carro de trás, saiu calmamente da viatura, apanhou o maço e entregou-o ao outro condutor. O Sr. acabou de perder isto, faz favor de guardar.

Mnemósine disse...

Debbie e PQ, faço isso desde pequena, quando não sabia que era mesmo por não quererem saber.
O problema hoje em dia é que detesto cenas e que fique toda a gente a olhar para mim, se uma pessoa me dá um valente pontapé e não pede desculpa também deve ser bem capaz de aramar uma peixeirada se eu lhe disser "olhe, não me vai pedir desculpa por me ter dado um pontapé?".
Portanto opto pelo olhar insistente na tentativa de a fazer sentir vergonha. Não resulta, na maioria dos casos.

Miss Kin disse...

E deste-lhe "sem querer", uma pisadela quando saiste, não?!

Devias! ;)

Mnemósine disse...

Miss Kin devia, e depois pedia desculpa com cara de gozo, mas não me lembrei.