26 março 2009

"Portugal continua a ser um país relativamente seguro"

Diz o senhor Rui Pereira, ministro da Administração Interna.
Também continua a ser um país relativamente rico, tendo em conta que há pessoas bastante ricas que equilibram a balança com aqueles que moram na rua e aqueles que já estiveram mais longe disso.
Também continua a ser um país relativamente
instruído, tendo em conta que há doutorados, alguns com múltiplos doutoramentos e até pessoas tão boas tão boas que foram estudar para fora [e nunca mais cá querem pôr os pés]. Isso de termos pessoas (até esquecendo os mais idosos) que não sabem ler nem escrever é apenas um dado.
Também continua a ser um país relativamente bem nutrido, basta pôr lado a lado as criancinhas
obesas e uns quantos anoreticos e a coisa resolve-se.
Podemos, então, dizer que sim, que continua a ser um país relativamente seguro. Ultimamente não me tem acontecido nada de mal (batam na madeira) e penso que a muitos de vocês também não (agora bato eu), o facto de haver imensos assaltos, de ontem ter sido morto um homem de 70 e não-sei-quantos anos à porta dos CTT à tarde, de até termos arranjado uma nova palavra para roubar carros tal era a
frequência da nova técnica, de as caixas multibanco já não serem assaltadas mas sim roubadas, etc, etc, etc...tudo isso são apenas dados que servem como pesos na balança da segurança.
A noticia podem lê-la aqui.

E ainda uma outra que não consigo resistir a comentar, pelo titulo.
"Estado só comparticipa até 500 € na prestação desempregados"
Como é? Só?
Não vou comentar a medida porque de facto não me informei sobre as contrapartidas exigidas e sempre achei que quem não sabe deve ficar caladinho que faz melhor figura.
Mas o "só" achei muita piada. Bem sei que perder a casa por falta de pagamento é uma situação muito complicada mas acho que ninguém espera que o Estado pague aquilo que cada um decidiu assumir como despesa mensal independentemente do valor.

3 comentários:

PQ disse...

A insegurança conheço-a pela comunicação social. Nunca assisti a um crime, um que seja e não sou bicho caseiro. Mas que ela existe. isso existe. Famílias desestruturadas e baixo QI dos agressores, associadas às dificuldades de acesso ao mercado de emprego, geram naturalmente uma tendência para saltar a barreira.
Só uma sociedade de cidadãos, com voz audível, opinião respeitada e acesso ao básico, poderá minimizar este fenómeno; minimizar disse, até porque somos animais, tirem-nos agressividade (que é diferente de violência) e extinguimos-nos enquanto espécie.

vcrc disse...

equilibrio nacional portanto... ena ip ip hurray!.. continuo a dizer que a melhor mascara de carnaval que vi este ano foi sem dúvida o gang do multibanco... pera.. oh será que não era mascara lol...

fuschia disse...

Eu acho um piadão ao "relativamente". É aquele tipo de opinião que dá sempre para os dois lados e assim nunca se compromete muito. Sim é relativamente seguro porque não temos terroristas nem miúdos aos tiros na escola, mas tudo isso muda até ao dia em que acontece a primeira vez. E já estivemos bem mais longe disso tudo, porque as diferenças sociais geram revolta e até a mim me apetece ir estragar um bocadinho da nova assembleia do País relativamente seguro.