22 dezembro 2008

Odisseias

Nestas andanças de compras, entre confusões para entrar em escadas rolantes e filas interminaveis, fui constatando umas coisinhas. Mentira. Fui supondo umas coisas a partir de indíces fortes.
Lembro-me que durante a adolescência eram muito poucos os amigos a quem oferecia presentes de Natal ou aniversário. Tinha um grupo de amigas onde cada uma dava X e juntavamo-nos para comprar os presentes para cada uma, sem ultrapassar esse valor.
Mas por estes dias passei por vários grupos de miúdos com os seus 14-16 anos que só falavam de comprar para este e para o outro. E não eram caixas de chocolate do Continente. Eram carteiras, pijamas, roupa, ... Acho que aquela geração não está em crise.
Nos entretantos, numa fila precisamente para um jovem acompanhado por duas amigas pagar um pijama para oferecer, pela conversa que ouvi (não me esforcei, estavam mesmo atrás de mim!) percebi a necessidade que têm de etiquetar as pessoas e de pertencer a um estilo. Também percebi que estou completamente desactualizada nesta coisa dos estilos e que o rapaz é completamente gay e ainda não descobriu.
Ainda me faltam presentes mas já não posso mais.

4 comentários:

Carlos Rangel disse...

Passei rapidinho para te desejar um Feliz Natal e um óptimo 2009!

Beijinhos ;)

Mnemósine disse...

Muito obrigada pela atenção, Carlos!
Festas felizes e um excelente ano 2009 para ti!

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Do meu lado, era muito simples: não havia dinheiro para nada, muito menos que circulasse na minha mao. E depois de Lisboa, morei em Angola, onde nao havia o consumismo que ha hoje. Era mesmo simples: não comprava nada :)

Beijo meu ♥,

A Elite

Mnemósine disse...

Isso é que é Natal, Elite! Baseia-se na reunião e comemoração e não no consumismo.